quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sonzinho com a Maria: Devendra Banhart

Pra nós aqui da Maria, que amamos um sonzinho incrível a qualquer momento do dia, não existe cantor atual com mais magnetismo que Devendra Banhart. Então, já que o quesito é música boa, custa nada falar um pouquinho deste moço charmoso, né?


O Devendra nasceu em Houston, Texas, mas foi criado na Venezuela. Lá cresceu escutando Daniel Johnston (aí meu Deus! True Love Will Find You In The End derrete qualquer coração <3), Billie Holiday, Bob Dylan e muuuuita música brasileira da boa: Caetano Veloso, Secos e Molhados e Novos Baianos. Depois que Banhart resolveu seguir carreira musical e foi descoberto pelo produtor Michael Gira, ficou ainda mais perceptível a influência da música brasileira na suavidade melódica e no timbre vocal do músico.


E elogios não pararam de surgir pra Devendra. Foi o responsável pela redescoberta musical da cantora folk Vashti Bunyan (já escutaram a linda Train Song dela? De suspirar!) segundo ela própria. Em 2006 fez uma participação especial no show em Londres que marcou a volta d'Os Mutantes. Subiu ao palco pra cantar Bat Macumba e arrancou elogios do grande Sérgio Dias. Pouco depois, ainda com um flerte com a música brasileira, chamou o Rodrigo Amarante pra fazer uma participação na música Rosa. Neste meio tempo Banhart já havia sido consolidado como líder do movimento folk psicodélico e ainda tinha energia de sobra pra formar casal com a lindona da Natalie Portman (já falamos um pouquinho dela aqui, lembram?). Ufa!


Ano passado Devendra foi um verdadeiro furacão por onde passou. Veio ao Brasil parando aqui em Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo e no Rio, e arrastou uma multidão de fãs descolados. Mas magnetismo mesmo exerceu com sua atual namorada, a designer de móveis e fotógrafa natural da Sérvia, Ana Kras. Em 2011 Ana foi mandada a Los Angeles por uma revista européia para fotografar Banhart. Bastou cinco minutos depois do encontro inicial e o músico já havia pedido Kras em casamento. Incrível, não? Dizem que ela quase entrou em pânico, quis ir embora, mas ficou e terminou o trabalho. E os dois vivem juntos em São Francisco desde então. Vai dizer que magnetismo não é a palavra que melhor define Devendra?

sábado, 10 de maio de 2014

Inspirações da Maria: Zuzu Angel

Pra quem é apaixonado pela história da moda, e ama estudar um pouquinho as influências que esta área sofre ou exerce, consegue compreender rapidinho como a moda, que é uma forma de expressão, acompanha as grandes mudanças políticas e sociais. Não acredita? E se citarmos o New Look de Christian Dior? O estilista por trás da maison criou uma imagem de mulher super romântica e feminina, com metragens e mais metragens de tecido, depois dos anos de dificuldade da Segunda Guerra Mundial. E as roupas coloridas e alegres dos hippies dos anos 60 juntamente com o Flower Power? Uma lembrança de que o mundo precisava de mais amor ao próximo e tolerância, no lugar de grandes conflitos como a Guerra do Vietnã.


A Zuzu Angel é a soma da moda com viés político no cenário nacional. A estilista enaltecia os elementos culturais do Brasil, tinha visibilidade internacional, e foi um grande nome contra a ditadura militar. E nada mais justo que mostrar um pouquinho da vida desta mulher. Mãe, empreendedora, e tema da Ocupação Zuzu Angel, exposição que se encerra 11 de Maio, Dia das Mães, no Itaú Cultural de São Paulo e que faz uma retrospectiva da vida desta criadora.

Zuleika de Sousa Netto nasceu em Curvelo, município no interior de Minas Gerais. Ainda na juventude mudou-se para a Bahia. Neste ponto já criava e costurava, fazendo roupas para as primas. Lá conheceu o norte-americano Norman Angel Jones. Casaram e a mineira virou Zuzu Angel ao adotar o sobrenome do marido. O casal viveu alguns anos no Nordeste, onde Zuzu entrou em contato com as chitas e rendas nacionais.


Alguns anos depois a senhora Angel já havia fixado residência na cidade do Rio de Janeiro. Há pouco separada, costurava para ajudar o orçamento familiar. Aconteceu que sua mistura de rendas com estampas coloridas com um arzinho naïf agradavam a uma clientela cada vez maior. Ao invés de copiar os padrões europeus, criava tecidos exclusivos. Investiu em mídia, criou logomarca e abriu loja própria. Assim, mostrou todo o seu lado empreendedor e foi considerada uma visionária no mercado nacional. Acredita que Zuzu até desenvolveu uma estratégia de colocar seus produtos em lojas norte-americanas? Foi assim que ela teve peças nas araras da Bergdorf Goodman e da Saks, e conquistou clientes como a atriz Kim Novak, a filha do prefeito de Nova Iorque Kathy Lindsay, e a bailarina inglesa Margot Fonteyn. No Brasil vestia Yolanda Castelo Branco, mulher do presidente Arthur Castelo Branco, e sua amiga e garota-propaganda Elke Maravilha.

Mas vieram os anos de chumbo, e seu filho, Stuart Angel Jones, foi considerado um desaparecido político após ser preso e torturado pelo regime militar. E como mãe mostrou seu lado militante também. Questionou o desaparecimento em todas as esferas a seu alcance. Enviou cartas a organizações internacionais de direitos humanos, e usou sua moda como meio de protesto. Em seu desfile realizado em Nova Iorque em 1971, substituiu suas tradicionais estampas cheias de passarinhos, borboletas e flores com cores muito vivas por anjnhos amordaçados, meninos aprisionados e canhões disparando. Tentou, de todas as formas, chamar a atenção do mundo pra o que acontecia no Brasil.


Na madrugada de 14 de Abril de 1976 aconteceu o que muitos do círculo da estilista temiam. Angel morreu em um acidente de carro na Estrada da Gávea. Semanas antes do acidente , Zuzu deixou com amigos, inclusive com o músico Chico Buarque de Hollanda, um envelope com um documento que deveria ser publicado caso algo viesse a ocorrer com ela. Junto ao envelope havia o bilhete: "Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho".

Mas foi somente em 1998 que a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos, ao julgar o caso, reconheceu o regime militar como responsável pela morte de Angel. Sua vida e obra inspirou música, filme, e coleções de estilistas como Ronaldo Fraga e Tufi Duek. Hoje a memória da estilista é preservada através do Instituto Zuzu Angel, entidade carioca presidida por uma de suas filhas, Hildegard Angel.




segunda-feira, 7 de abril de 2014

Maria mostra: Ira Trevisan e Heart Heart Heart

Você pode até não conhecer a Ira Trevisan, mas te garantimos que ela representa muito bem o Brasil lá fora. Então, vamos saber um pouquinho mais sobre ela?


Iracema Trevisan Carneiro podia ser só mais uma menina natural de Poços de Caldas, mas desde pequena se mostrou muito curiosa e inquieta. Prova disto foi o verdadeiro fascínio que desenvolveu pelas roupas dos pilotos de motocross que circulavam pela oficina do pai. Do interior de Minas Gerais saiu direto pra faculdade de moda na Santa Marcelina e pro estágio na empresa de Alexandre Herchcovitch. A estagiária evoluiu pra assistente direta do estilista e trabalhando pra ele permaneceu por cinco anos.

Ainda no início dos anos 2000 Ira, como gosta de ser chamada, se afastou da moda e deu ao mundo da música um verdadeiro presente: a banda Cansei de Ser Sexy, que depois virou somente CSS. Você pode até não ter parado pra escutar nada deles, mas acredite que o sucesso que eles fizeram no cenário indie-electro tá em escala mundial!


Mesmo sendo uma das fundadoras da banda, Trevisan resolveu se afastar da banda em 2008 e voltar ao estilismo. Fez as malas pra Paris e resolveu se dedicar aos estudos da língua francesa e a pós-graduação no Institut Français de la Mode. E foi na volta as salas de aula que Iracema percebeu uma nova paixão: o desenvolvimento de estampas. Conseguiu um estágio de seis meses na Lanvin e paralelamente criou a B. Heart, uma marca de lenços de sedas com estampas exclusivas.

A B. Heart evoluiu para a Heart Heart Heart, com os mesmos lenços de seda com estampas criadas por Iracema Trevisan, mas o conceito do produto evoluiu. Peças com bordados de miçangas, correntes ou até placas de madeiras mesclando-se aos padrões do tecido. Há também o uso de efeitos 3D através da costura de pedaçinhos de tecidos de cores diferentes sobrepostos.


Foi o lançamento da Heart Heart Heart, juntamente com a amizade que já tinha com Carol Lim que a lançou para o time da Kenzo onde trabalha até hoje como uma freelancer no setor de desenvolvimento de estampas. E que parceria mais que certeira! A marca japonesa Kenzo, sob a direção criativa de Carol e Humberto Leon, sofreu uma verdadeira renovação. Com pegada mais jovem, as estampas vibrantes de Ira caíram como uma luva.

Só que mesmo sendo um nome quente na atual cena parisiense Trevisan leva uma vida pacata. Mora em um bairro aos pés da Torre Eiffel, e jura que vive do trabalho pra casa. Divide apartamento com o namorado, o músico da banda Air, Nicolas Godin. E não esconde sua eterna inquietação. Acabou de desenvolver uma linha de papéis de parede cheia de referências do mundo das artes e admite que sonha em evoluir artisticamente e desenvolver materiais para decoração.

Abaixo deixamos vocês com algumas das peças da Heart Heart Heart.




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Musas da Maria: Kate Moss

Sabe aquele termo wild girl? Pois bem, parece até que nasceu pra definir ela: a top das tops Kate Moss!


Dama Katherine Ann Moss - sim, em 2009 foi nomeada Dama pela Ordem do Império Britânico - foi criada em Craydon, região ao sul de Londres, filha de uma garçonete e de um agente de viagens. Em 1988, na volta de uma viagem às Bahamas no Aeroporto JFK em Nova Iorque, Kate, com então 14 anos, foi descoberta pela agente de modelos Sarah Doukas. Mas foi por meio das lentes da fotógrafa Corinne Day que a top começou a causar estardalhaço na moda. O ensaio, em preto e branco, e encomendado pela revista The Face, a alçou ao sucesso rapidamente.

Depois do bafafá gerado pelo ensaio, bastou apenas um único encontro para que o diretor de arte Fabien Baron a recrutasse para ser a garota-propaganda da Calvin Klein nos anos 90. Ela permaneceu no posto por sete anos seguidos. Um recorde super difícil de quebrar!


O sucesso que alcança desde então não diminuí mesmo com o passar dos anos, já que pra muitos modelos possuem carreiras curtas.  Só capas de revistas Moss contabiliza mais de 300. Possuí contratos com cachês altíssimos e ano passado ganhou cerca de 5,7 milhões de dólares, sendo considerada a quarta modelo mais bem paga do mundo. Sem contar com suas colaborações muito bem-sucedidas. As coleções que assinou tanto para a Topshop como para a Longchamp tiveram algumas peças esgotadas em dias e outras em horas!

Mas não é só na moda que ela causa furor. Lucian Freud é o artista que Kate Moss mais admira. Em uma entrevista revelou que adoraria conhecê-lo pessoalmente. Eis que Kate foi apresentada ao pintor quando ela tinha 28 anos, na época ainda grávida de sua filha Lila Grace. Naquela mesma noite Freud, encantado pela moça, a persuadiu a pousar nua para um retrato. Em uma das várias sessões que foram necessárias pra ela pousar para a tela, Freud tatuou as famosas duas andorinhas na base das costas de Moss. Mais tarde, o retrato foi vendido por 4 milhões de libras esterlinas a um colecionador anônimo.


Na música também exerce seu carisma. Já colaborou com bandas como Oasis e Babyshambles, e estrelou em diversos videoclipes. Tem coisa mais linda que aquele I Just Don't Know What To Do With Myself do White Stripes? Além da Kate linda de viver como protagonista, o vídeo ainda foi dirigida pela talentosa Sofia Coppola.

E já que falamos de furor, difícil também não citar sua vida amorosa. Apesar de ser conhecida por conseguir manter sua vida pessoal ultra reservada, seus relacionamentos é assunto pra lá de quente. Como não esquecer o casal sexy formado com Johnny Depp? Ou o namoro polêmico com Pete Doherty vocalista da banda The Libertines? Atualmente está firme e forte, e bem casada desde 2011, com o guitarrista da banda The Kills, Jamie Hince. Mas antes dele também se envolveu com o cofundador da revista Dazed & Confused, Jefferson Hack. Este último é o pai de sua filha.


Mas nem só de amores vive uma modelo tão famosa. A maior polêmica que seu nome foi envolvido sem dúvidas aconteceu em 2005 quando o tabloide Daily Mirror flagrou a top cheirando cocaína. O clique foi parar na capa da revista e virou escândalo no mundo da moda. Contratos milionários foram cancelados e seu carisma foi abalado. Mas foi aqui que sua capacidade de dar a volta por cima foi provada. Logo no ano seguinte estrelou uma das edições mais sexys do famoso calendário Pirelli. Como não se sentir hipnotizado pelos imagens de uma Kate Moss completamente nua feitos pela dupla Mett & Marcus?

Provou mais uma vez que acredita em recomeços quando escolheu John Galliano em 2011 pra fazer seu vestido de noiva. O estilista estava na época recém envolvido em acusações de antissemitismo. As referências da peça, um vestido clássico de chiffon com um toque dos anos 30, foi passada por telefone para Galliano. Logo que saiu da reabilitação, ele se debruçou sobre o longo que virou uma referência entre as noivas moderninhas: uma mistura certeira entre sexy, e romântico.


Mas esta não é a primeira vez que a modelo em si influência a moda com o que veste. Considerada uma grande trendsetter internacional, Moss tem um estilo copiadíssimo. É considerada uma das precursoras dos estilos rock-glam e boho chic, além de ter popularizado o uso da calça skinny e do salto tipo stiletto.

A fama de Kate é tamanha que alguns de seus cliques ainda do ensaio feito por Corinne viraram retratos icônicos e fazem parte do acervo fixo do Victoria and Albert Museum em Londres.Vai dizer que mesmo com os 25 anos de carreira completados ano passado, Kate Moss não é a personificação de uma geração?

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Inspirações da Maria: mais alegria no mundo

Sabe quando estamos naquele domingo de preguiça sem fim - tipo hoje! - e aí logamos na rede social e compartilhamos alguma frase bonitinha tipo "mais amor, por favor"? Linda a mensagem, né? Mas e se algumas vezes, em vez de só compartilhar a mensagem, a gente levantar da cadeira e realmente praticar o amor? Que tal tomar coragem pra tal ideia, hein? É sobre isso que vamos falar hoje. De três pessoas/projetos que resolveram simplesmente praticar a alegria.

A nossa primeira história é  trazida pela norte-americana Gretchen Rubin. Ela tinha tudo o que uma jovem mulher podia desejar: família unida, bom trabalho e salário melhor ainda. Mas o que não diminuía era a sensação dentro dela de procurar a felicidade. Pra suprir esta busca leu incontáveis livros de autoajuda e clássicos da filosofia. Cansada de tanta teoria, partiu pra prática. Escolheu cinco metas mensais e trabalhou pra realmente colocá-las em prática. Na sua lista de metas tinha de tudo. Do "não fazer fofoca" até o "não encher o saco do marido com besteira", passando pelo "lembrar do aniversário de parentes e amigos". Eu sei, pode parecer bobinho pra você, mas pra ela deu super certo. O resultado ela publicou em um best seller e em um blog que ela escreveu simultaneamente. E lendo um pouquinho do trabalho da Gretchen, ela jura sim que está mais feliz.

Não tem websérie que demonstre melhor como a felicidade reside em coisas simples do que o projeto Continue Curioso. Lá somos presenteados com mini documentários com as histórias mais variadas: o que inspira o casal criador do Hypeness e do Casal Sem Vergonha; a publicitária que largou uma grande agência para cozinhar; o trio de amigos que tocam folk de alta qualidade nas ruas de São Paulo. São sempre vídeos mostrando pessoas que largaram uma forma convencional de ganhar a vida para tentar ser mais felizes. E a mensagem que o canal utiliza para definir seus interesses no "quem somos" não podia encaixar melhor: "o caminho aguarda os pés, que o enveredam por outro caminho."

Pra encerrar o nosso texto trazemos um projeto, chamado Nossa Jornada, que deixa muito claro que a felicidade existe quando ajudamos o próximo. O Nossa Jornada foi criado pela artista Renata Quintella que um dia resolveu sair pelas ruas de São Paulo e perguntar a um desconhecido o que ela podia fazer por ele. Ok, algumas pessoas são resistentes a ideia, mas Renata já fez coisas que vão de limpar a casa de uma mulher até a organizar um aniversário de criança. Suas ações já chegaram a 23 cidades e 3 países, e como tudo começou com dinheiro dela que, super natural que acontecesse, acabou, Renata abriu uma petição, no site Catarse, para poder financiar mais projetos.

Então, depois de ler e ver histórias tão inspiradoras, que tal nós tentarmos praticar a alegria na nossa rotina? Tudo começa com ações pequenas, que podem ser desde ajudar um idoso a atravessar a rua até por um potinho de água na calçada da sua casa para os bichos abandonados terem onde se refrescarem. A ação vai depender de cada um, mas a garantia é que a felicidade sempre vem. Pra quem recebe a gentileza e pra quem pratica a alegria.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sonzinho com a Maria: Haim

Hey hey pessoas bonitas, saudades das postagens? Pois pode ficar feliz pois elas voltaram. \o/ E nada melhor que voltar com coisa muito boa, né? Por isso vamos falar hoje das três irmãs que com batidas R&B, vocais suaves, estilo de sobra e uma pitada geek, conquistaram o cenário indie.


Se você é um daqueles que ainda não ouviu falar do trio Haim, pode ter certeza que virá a escutar tanto o nome delas que talvez enjoe. Não só pelo talento, afinal ver os vídeos delas e não se derreter é tarefa quase impossível. E desde 2012 o espaço que as meninas aqui estão conquistando no cenário musical é cada vez maior. O grupo foi citado por especialistas como a maior promessa musical do último ano.  A turnê européia agora em 2014 já tinha 15 shows esgotados antes mesmo do primeiro acontecer, e elas, após abrirem shows pro Mumford & Sons e Florende and the Machine em 2013, já são consideradas grandes headliners de 2014. Soma-se a isso tudo o fato de serem super estilosas e receberam cada vez mais atenção dos veículos de moda.

Mas tudo começou a anos atrás, quando ainda nos anos 90 o pai da Este Arielle, da Danielle Sari e da Alana formou uma banda, chamada Rockinhaim e com forte inspiração nos clássicos de rock dos anos 70, tratou de por as filhas pra tocarem em feiras locais de San Fernando Valley, em Los Angeles na Califórnia. No começo as meninas, ainda muito novinhas, contavam com a ajuda dos pais que tocavam, respectivamente, bateria e guitarra. Mas conforme cresciam elas formaram sua própria banda e incorporaram elementos do pop e do R&B. Assim surgiu a Haim, mas a banda não passou de apresentações pequenas em locais públicos pois as três irmãs viviam fases diferentes. Este, a mais velha, estudava etnomusicologia na Universidade da Califórnia enquanto a caçula estava na escola. Já Danielle, a irmã do meio, após concluir o Ensino Médio foi convidada a tocar na banda da atriz e cantora Jenny Lewis. Colocou a mochila nas costas e resolveu aceitar o convite e seguir a carreira no ramo da música. Em um dos shows de Lewis, Daniele foi abordada por Julian Casablancas, que estava na platéia, e a convidou  pra trocar vilão e percussão em sua turnê solo. Danielle aceitou e após encerrar a turnê surgiu a vaga na Scarlet Fever, a banda feminina de apoio de Cee-Lo Green. Foi aí que Danielle percebeu que já havia ganhado experiência suficiente e voltou a procurar as irmãs.


Neste meio tempo Este já havia terminado a faculdade e Alana era caloura. As três toparam retomar a Haim com força, e pra isso Alana abandonou a universidade. Em 2012 lançaram um EP com três músicas e foram convidadas pra um show no famoso festival South by Southwest no Texas. O show e o EP foram tão bem vistos pelo público e pela imprensa que receberam o convite pra assinar contrato com a Polydor Records no Reino Unido.

De lá pra cá é cada vez maior o destaque na imprensa, shows sempre lotados e vídeos com milhões de visualizações. Sem contar com o ótimo álbum de estreia, "Days Are Gone", lançado em setembro do ano passado. E é com o single mais famoso, Forever, que deixamos vocês agora.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Maria mostra: cosméticos amigos

Desde o último mês de Outubro, com a invasão do Instituto Royal em São Roque no interior de São Paulo, vemos o assunto de testes em animais sendo abordado vez ou outra pela mídia. Para fins da medicina muitos defendem que tais testes são essenciais. Servem para dar segurança ao paciente e trazer evolução no tratamento de mais e mais doenças, como o câncer por exemplo. Bem, infelizmente, não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Eu, a estilista que vos fala, não sou nenhuma estudiosa dos avanços da medicina, então, exatamente por não conhecer, não me sinto no direito de cobrar um fim imediato pra tal prática. Mas sonho sim com um dia que a ciência evoluíra e tais testes não sejam mais necessários. Se voltarmos ao século XVIII, por exemplo, quem iria acreditar que a medicina, um dia, teria padrões como esterilização e anestesia, práticas mais que corriqueiras nos dias atuais.

Agora, e a indústria cosmética? Se ela produz itens considerados "supérfluos" e não de primeira necessidade, será que os testes em animais são realmente necessários? Será que não dá pra substituí-los de alguma forma? Mais uma vez, não sou uma profunda conhecedora de ciências. Mas será que como consumidora, não dá pra saber um pouco mais antes de comprar aquele batom vermelho lindo? É exatamente sobre isto que venho questionar neste texto. Porque apesar de amar um xampu que deixe os cabelos super macios, um esmalte preto e um batom colorido, também quero saber se este produto que agrego tanto valor não está fazendo mal a coelhos, macacos, hamsters e até beagles, como no caso dos animais resgatados no instituto citado acima.

Depois de uma pesquisa pela web a sensação que fica é que a indústria da beleza vem se sensibilizando com o tema. Não é difícil achar marcas, inclusive nacionais, que abriram mão de testes em animais. E não somente isto: aboliram também matérias-primas em que o ciclo de produção também empregue tais práticas. Assim há abertura para práticas como a pesquisa in vitro com o emprego de células-tronco sendo adotadas. Tais células são uma excelente alternativa pois quando devidamente manipuladas, permitem obter células de diversos tecidos do organismo.

Só que vamos de encontro a uma outra barreira; a proteção. A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, permite os testes em animais em produtos em seu estado preliminar. Os testes pré-clínicos verificam itens como teratogenicidade (a capacidade de gerar malformação congênita), carcinogenicidade (a propriedade da substância de provocar alterações que induzem ao câncer) e toxicologia (sim, cosméticos possuem químicos que devemos ficar de olho pra saber o grau de toxicidade). Já no seu estado final é permitido pela agência o uso de voluntários humanos, uma vez que a fórmula já pode ter contato com a pele. Todos os resultados dos testes que empregam bichos são enviados a Anvisa juntamente com a garantia de que seguiram a legislação nacional e as Boas Práticas de Laboratório (BLP), normas ditadas pela OMS, a Organização Mundial da Saúde.

Ok. Entendi que os testes são controlados por uma agência nacional que tem como função proteger o consumidor. Só que mesmo com empresas que usam testes em animais dentro das regras ditadas pelos órgãos nacionais e internacionais, e se eu não quiser utilizar produtos que dependam de animais sendo usados em laboratórios? Bem, aí só vai depender de nós, consumidores, pesquisar que empresas mais se adequam dentro das minhas necessidades e/ou prioridades, e boicotar as que não me pareçam certas em suas atitudes.

Depois de alguma pesquisa descobri que a gigante nacional Natura não envolve nenhum sacrifício animal no desenvolvimento de seus produtos. A empresa dispõe de modelos computacionais, pesquisa e revisão de dados publicados na literatura científica e os já falados testes in vitro. Processos similares também são utilizados pelo grupo Boticário - que engloba além da marca título, as marcas Eudora, The Beauty Box e Quem Disse, Berenice? - e outras nacionais como a Granado, que produz os produtos Granado Pharmácias/Phebo. A prova está aí de que dá sim pra fazer bem a vaidade humana e ao meio ambiente ao mesmo tempo. Mesmo sem os testes em animais O Boticário, por exemplo, não sofreu nenhum impacto na exportação de seus produtos para a Europa. Para quem não sabe desde 2004 a União Européia proibiu a experiência em animais para a produção de cosméticos, e desde 2009 lá é vetada a comercialização de itens que contenham ingredientes testados em animais.

Com esta proibição por parte da UE vemos mais uma vez que e possível sim produzir cosméticos "limpos". Gigantes mundiais que provavelmente fabricam muitos dos produtos que reinam em seus banheiros/penteadeiras, como a L'Óreal, abortaram os testes em animais e buscam cada vez mais se adaptarem ao cosméticos limpos. Agora, vale frisar, que mais uma vez também é papel do consumidor acompanhar as práticas adotadas pela empresa que fabrica os produtos que compramos. Aqui segue o link da lista, constantemente atualizada, mantida pelo site Vista-se, de empresas que utilizam técnicas que geram mal tratos em animais no Brasil ou no exterior. É uma lista mais ampla, que envolve da indústria de cosméticos a alimentícia, mas é muito legal pois você pode imprimir e levar até ao supermercado nas suas próximas compras. É uma forma legal de pensar que se não dá pra mudar o mundo de uma vez, pelo menos podemos repensar nas nossas ações e nos nossos hábitos de consumo, e no que eles geram. Também anexamos aqui a lista mantida pelo site da PEA - Projeto Esperança Animal - de empresas nacionais que não testam em animais.

Caso ainda haja alguma empresa que você quer conhecer melhor, você pode procura-lá neste link aqui no site da PETA internacional, que mantém dados atualizados sobre quem não testa, e quem testa e como. Ou ainda pode procurar pelo símbolo do coelhinho nas embalagens. Ele é uma garantia que o produto é livre de crueldade animal em sua produção.