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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Musas da Maria: Kate Moss

Sabe aquele termo wild girl? Pois bem, parece até que nasceu pra definir ela: a top das tops Kate Moss!


Dama Katherine Ann Moss - sim, em 2009 foi nomeada Dama pela Ordem do Império Britânico - foi criada em Craydon, região ao sul de Londres, filha de uma garçonete e de um agente de viagens. Em 1988, na volta de uma viagem às Bahamas no Aeroporto JFK em Nova Iorque, Kate, com então 14 anos, foi descoberta pela agente de modelos Sarah Doukas. Mas foi por meio das lentes da fotógrafa Corinne Day que a top começou a causar estardalhaço na moda. O ensaio, em preto e branco, e encomendado pela revista The Face, a alçou ao sucesso rapidamente.

Depois do bafafá gerado pelo ensaio, bastou apenas um único encontro para que o diretor de arte Fabien Baron a recrutasse para ser a garota-propaganda da Calvin Klein nos anos 90. Ela permaneceu no posto por sete anos seguidos. Um recorde super difícil de quebrar!


O sucesso que alcança desde então não diminuí mesmo com o passar dos anos, já que pra muitos modelos possuem carreiras curtas.  Só capas de revistas Moss contabiliza mais de 300. Possuí contratos com cachês altíssimos e ano passado ganhou cerca de 5,7 milhões de dólares, sendo considerada a quarta modelo mais bem paga do mundo. Sem contar com suas colaborações muito bem-sucedidas. As coleções que assinou tanto para a Topshop como para a Longchamp tiveram algumas peças esgotadas em dias e outras em horas!

Mas não é só na moda que ela causa furor. Lucian Freud é o artista que Kate Moss mais admira. Em uma entrevista revelou que adoraria conhecê-lo pessoalmente. Eis que Kate foi apresentada ao pintor quando ela tinha 28 anos, na época ainda grávida de sua filha Lila Grace. Naquela mesma noite Freud, encantado pela moça, a persuadiu a pousar nua para um retrato. Em uma das várias sessões que foram necessárias pra ela pousar para a tela, Freud tatuou as famosas duas andorinhas na base das costas de Moss. Mais tarde, o retrato foi vendido por 4 milhões de libras esterlinas a um colecionador anônimo.


Na música também exerce seu carisma. Já colaborou com bandas como Oasis e Babyshambles, e estrelou em diversos videoclipes. Tem coisa mais linda que aquele I Just Don't Know What To Do With Myself do White Stripes? Além da Kate linda de viver como protagonista, o vídeo ainda foi dirigida pela talentosa Sofia Coppola.

E já que falamos de furor, difícil também não citar sua vida amorosa. Apesar de ser conhecida por conseguir manter sua vida pessoal ultra reservada, seus relacionamentos é assunto pra lá de quente. Como não esquecer o casal sexy formado com Johnny Depp? Ou o namoro polêmico com Pete Doherty vocalista da banda The Libertines? Atualmente está firme e forte, e bem casada desde 2011, com o guitarrista da banda The Kills, Jamie Hince. Mas antes dele também se envolveu com o cofundador da revista Dazed & Confused, Jefferson Hack. Este último é o pai de sua filha.


Mas nem só de amores vive uma modelo tão famosa. A maior polêmica que seu nome foi envolvido sem dúvidas aconteceu em 2005 quando o tabloide Daily Mirror flagrou a top cheirando cocaína. O clique foi parar na capa da revista e virou escândalo no mundo da moda. Contratos milionários foram cancelados e seu carisma foi abalado. Mas foi aqui que sua capacidade de dar a volta por cima foi provada. Logo no ano seguinte estrelou uma das edições mais sexys do famoso calendário Pirelli. Como não se sentir hipnotizado pelos imagens de uma Kate Moss completamente nua feitos pela dupla Mett & Marcus?

Provou mais uma vez que acredita em recomeços quando escolheu John Galliano em 2011 pra fazer seu vestido de noiva. O estilista estava na época recém envolvido em acusações de antissemitismo. As referências da peça, um vestido clássico de chiffon com um toque dos anos 30, foi passada por telefone para Galliano. Logo que saiu da reabilitação, ele se debruçou sobre o longo que virou uma referência entre as noivas moderninhas: uma mistura certeira entre sexy, e romântico.


Mas esta não é a primeira vez que a modelo em si influência a moda com o que veste. Considerada uma grande trendsetter internacional, Moss tem um estilo copiadíssimo. É considerada uma das precursoras dos estilos rock-glam e boho chic, além de ter popularizado o uso da calça skinny e do salto tipo stiletto.

A fama de Kate é tamanha que alguns de seus cliques ainda do ensaio feito por Corinne viraram retratos icônicos e fazem parte do acervo fixo do Victoria and Albert Museum em Londres.Vai dizer que mesmo com os 25 anos de carreira completados ano passado, Kate Moss não é a personificação de uma geração?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Inspirações da Maria: John Casablancas

Hoje resolvemos falar um pouquinho do fundador da Agência Elite, a maior e mais famosa agência de modelos da história. Mostrar a importância que sua empresa teve para o mundo da moda, e falar de seu gosto por coisas belas e simples até seus últimos dias em que lutou bravamente contra um câncer. Bem, se você gosta de moda, deve entender a importância que as modelos tem pra esta areá, e com certeza Linda Evangelista ou Cindy Crawford não seriam quem foram sem a ajuda de John Casablancas.


John nasceu em Nona Iorque e era herdeiro de uma rica tecelagem de origem catalã. Desde novo frequentava as mais altas rodas do jet-setter internacional. Estudou num dos colégios internos mais bem conceituados do mundo, o suíço Le Rosey e sua irmã Sylvia Casablancas foi namorada de Aga Khan, líder espiritual e religioso e nome que figurava na lista dos homens mais ricos do planeta. Foi no Le Rosey que Casablancas aprendeu a gostar de luxo e admirar belas mulheres. Ainda na época de escola recebeu a fama de ser mais sensualista do que intelectual, uma vez que namorava uma garota atrás da outra, principalmente nas férias de verão. Adorava viajar e por isso fez aulas em diversas universidades: na Genebra, em Saragoça e também cursou língua e civilização alemã na Baviera. Numa de suas viagens internacionais veio parar pela primeira vez no Brasil. Era a década de 60, e o jovem John aceitou o emprego de administrador na fábrica da Coca-Cola no Nordeste. Apaixonou-se pela feijoada e pela caipirinha, e também por uma francesa que morava aqui, Marie-Christine. Com ela teve sua primeira filha, Cécile, designer de joias que mora no Recife.

Com seu espírito de nunca parar, sua temporada no Brasil, e o casamento também, não duraram muito. No final da década de 60 já estava em Paris e lá conheceu a sua segunda mulher e mãe de seu segundo filho, Jeanette Christiansen. Jeanette era ex-miss Dinamarca, e com ele tiveram Julian Casblancas, sim, o músico que ficou famoso com a banda The Strokes. Juntos, o casal fundou a Élysée 3, primeira agência de modelos de John. Sua mulher administrava o negócio na sede na capital francesa, e Casablancas rodava o mundo procurando meninas e levando-as pra França. Mas o negócio, que começou recheado de novos rostos com belezas invejáveis, logo fechou devido a fuga de suas modelos pra agências da concorrência. Foi aí que Julian descobriu que sua recepcionista avisava sobre os news faces da Élysée 3 pras outras agências, que logo tratavam de fazer convites irrecusáveis as garotas. A este episódio Casablancas deu o nome de aprendizado da traição, e se alguém tinha a capacidade de aprender com os erros, bem este era John Casablancas. Em 1972 fundou a Elite em Paris e ao mesmo tempo abriu a filial em Nova Iorque, e ganhou fama por ser um competidor implacável.


Mas o sucesso da Elite não veio só da fama de não dar espaço a concorrência de Casablancas. Além de seu talento pra achar rostos bonitos, ele sabia reconhecer se aquele rosto belo vingaria. Segundo as palavras de John "a diferença entre uma mulher bonita e uma que será modelo famosa é que a segunda tem uma luz especial; ou é mais sexy, ou tem uma elegância fora do comum, ou tem uma personalidade que vai encantar a todos, ou reúne todos esses atributos numa só pessoa, que é geralmente o caso das supermodelos". Somado a estes dois fatores tinha a nova visão que o empresário trouxe para o negócio: passou a traçar um plano de carreira para os modelos onde as aparições não poderiam ocorrer de forma banalizada. Com aparições mais raras os cachês aumentavam. Fora isso profissionalizou os books e os castings.

Assim descobriu e alavancou a níveis internacionais ninguém menos que Naomi Campbell, Claudia Schiffer, as já citadas acima Cindy Crawford e Linda Evangelista, e Heidi Klum, dentre muitas outras. Também foi o responsável pelo início da carreira de atrizes como Cameron Diaz, Uma Thurman, Kirsten Dunst, Isabella Rossellini e Natassja Kinski; fora o fato de que foi ele o primeiro a exportar a beleza brasileira pro cenário da moda internacional com nomes como Adriana Lima, Ana Beatriz Barros e Isabelli Fontana.


Casablancas também foi o criador dos famosos concursos Look of the Year, evento que rodava as cidades do mundo e transformava uma simples garota em estrela internacional do dia pra noite. Mas com tanto sucesso também vieram as crises. A primeira ocorreu no final dos anos 90 quando, depois do surgimento da era das super modelos (fato que já falamos um pouquinho aqui) as modelos consideradas tops passaram a exigir o tratamento igual a de uma celebridade, não mais somente como uma simples modelo. Assim muitas migraram pra IMG, agência especializada em gerir a carreira de famosos. Mas a gota d'água foi quando a sua mais nova pupila, Gisele Bünchen, trocou a Elite pela IMG, levando consigo sua booker, isto tudo às vésperas de assinar um contrato com a super poderosa Victoria's Secrets. Na mesma semana Gisele recebeu o prêmio de modelo do ano em Nova Iorque e não agradeceu a John Casablancas e nem citou seu nome. Citou somente os novos agentes com quem estava trabalhando.

Ainda no mesmo ano, em um documentário da rede BBC, foi feita a denúncia de executivos da Elite em festas regadas a álcool e drogas com as suas agenciadas. Apesar do escândalo não ter prova alguma contra a pessoa de John, e dele ter, logo em seguida, afastado todos os envolvidos, sua fama de namorador voltou a tona. O motivo de seu divórcio de Jeanette, que aconteceu em 1983 devido ao relacionamento de Casablancas, que na época tinha 41 naos, com uma de suas new faces, Stephanie Seymour de 16 anos, tornou-se público.

Em 2000, um ano após todos estes escândalos, se viu obrigado a vender a sua parte na agência, mas entrou no que veio a considerar a melhor parte da sua vida: mudou-se pra Miami e já casado com a brasileira Aline Wermelinger, vencedora do Look of the Year de 1992, se dedicava a criar os três filhos mais novos  que teve com Aline: John Júnior, Fernando Augusto e Nina, e os netos de sua irmã, Isaac e Giacomo. Era fã incondicional de Pelé, mas foi convencido pela mulher pra virar a casa pelo Flamengo e não perdia um jogo do time.

Mas apesar desta fase de sossego, onde abandonou o cigarro e a fama de Don Juan, tentou algumas vezes, mas sempre sem sucesso, reviver a Elite. Os tempos haviam mudado e a visão que John tinha não combinava mais com o mercado. Casablancas passou a defender que a beleza não devia ser prioridade em detrimento da saúde, que as meninas menores de 16 anos não deveriam ter autorização pra trabalhar, e que drogas, álcool e prostituição deviam ser expressamente proibidas no meio. Tais declarações só o fez parecer, aos olhos de muitos, como um crítico raivoso que não sabia aceitar que seu período já havia passado.


De arrependimentos John admite só ter dois: nunca ter aprendido a tocar vilão e ter fumado, o que lhe causou um câncer agressivo nas cordas vocais que também se espalhou para os pulmões, ossos a até pelo cérebro. Casablanacas enfrentou a doença de forma valente e se submeteu a diversos tratamentos penosos. Como último pedido quis que suas cinzas fossem espalhadas na propriedade dos pai de Aline no interior do Rio de Janeiro. Segundo ele era o segundo lugar mais bonito do mundo, atrás somente de Paris. John morreu na sua casa no Rio, cercado pela mulher e pelos cinco filhos. Na cerimônia na casa dos sogros, do jeito que pediu, estavam também seus dois sobrinhos-netos, que moram na Europa e os amigos mais íntimos.

Antes de morrer John Casablancas gravava depoimentos pra um longa que está sendo produzido sobre a sua história e as inúmeras carreiras que ajudou a criar definindo um período no mercado da moda.


domingo, 13 de outubro de 2013

Maria mostra: belezas nada convencionais da moda

Sabe quando nós, interessadas em moda de forma geral, pegamos uma revista e basta folhear as páginas pra a cada nova publicidade nos sentirmos um pouco mais patinhas feias com tantas modelos - e modelos masculinos também! - com seus restos milimetricamente simétricos e harmoniosos, e pensarmos: "poxa, meu lábio é muito carnudo" ou "nossa, como o meu olho é grande comparado ao dela"? Pois bem, já podemos comemorar a conquista, ainda discreta sim, de rostos sem traços perfeitos, mas ainda sim muito fortes, no universo da moda.

Aqui no Brasil temos dois casos muito clássicos: Daiane Conterato e a veterana Mariana Weickert. Pra nós, e achamos que pro resto do país que já viu este beleza loira, a Mariana é linda, né? Mas pro universo da moda, muito exigente com seus padrões, ela é considerada uma menina de nariz e olhos grandes. Mas quebrou tabus e se afirmou com uma carreira mais que bem sucedida. Toda campanha que estrela é considerada sucesso, sem contar com seu talento pra ser apresentadora. Já passou por outros programas, mas o Vamos Combinar caiu como uma luva pra ela. Já a gaúcha Daiane é queridinha de designers de peso como Miuccia Prada. Poderosa esta Daiane, não acham?!



Agora se é pra falar de um rosto que foge totalmente dos estereótipos convencionais, decore este nome: Lily McMenamy. Esta britânica de 19 anos tem sua entrada no mundo da moda muito discutida, uma vez que ela é filha de Kristem McMenamy, modelo que surgiu com seu visual um tanto quanto andrógino ainda nos anos 80. Seus cabelos platinados viraram marca registrada e sua carreira decolou nos anos 90. Com um networking de peso, incluindo Carine Roitfeld, Karl Lagerfeld e Linda Evangelista, não é de se duvidar que Kristen encaminhou sua filha. Agora o que não dá pra negar é a ascensão meteórica que Lily vem fazendo: na passarela de Marc Jacobs foi eleita pra desfilar usando somente uma hotpants, e seu topless fez tanto sucesso que é a estrela da última campanha da marca. Não bastasse isto, já estampou editorial na Teen Vogue e foi capa da moderninha I-D e da revista francesa Jalouse. Tudo isto com lábios pra lá de carnudos, olhos saltados, nariz anguloso e cabelo bem preto. Viva a democracia na moda!




terça-feira, 8 de outubro de 2013

Inspirações da Maria: Azzedine Alaïa

Bem, primeiro vamos responder por qual motivo usamos a tag inspiração pra falar de outros designers. Já nos perguntaram isto algumas vezes, e sempre é um prazer responder que inspiração pra Maria não é só uma frase bonitinha ou uma imagem de pôr-do-Sol, embora estas coisas realmente tenham o poder de nos inspirar. Mas por que também não se sentir tocado pelos designers, que seja na moda ou em áreas afins, construíram uma carreira de sucesso fazendo o que amam? O alvo de nossa admiração hoje é ninguém menos que Azzedine Alaïa, o criador das roupas mais sexy do planete e dono do título de "Mestre das Curvas".

O estilista nasceu na Tunísia em 1939, e desde a juventude teve o olho voltado pra moda. Uma de suas memórias mais antigas é a da tia, uma dançarina, que visitava constantemente a costureira que reproduzia peças das já renomadas Dior e Balenciaga. Pra ele, a tia era a mulher mais elegante que conhecia, e o fato dela ser aplaudida nas ruas quando passava com suas roupas réplicas, mas extremamente bem feitas, o fascinava.

Ainda jovem foi pra Escola de Belas-Artes em Paris. Lá desenvolveu o gosto por anatomia, proporções e equilíbrio. E o resto da paixão pelo corpo feminino veio quando um dia, ao andar pelas ruas da capital francesa, viu a musa da época Marlene Dietrich saindo do carro com as suas belas e compridas pernas.


Na escola ficou conhecido pelo seu talento em lidar com as proporções, e assim ganhou a chance que tanto queria: uma passagem para o ateliê de Dior. A passagem não foi lá a das mais longas, mas foi suficiente pra ensinar a Alaïa a arte de costurar pra mulheres. Fez contatos com grandes divas mundiais, e aproveitou a oportunidade pra, na raça, abrir o seu próprio estúdio. Eram 18 costureiras trabalhando pra ele, e clientes como Greta Garbo e Maria Callas. Mas o mais impressionante é que nesta época Azzedine ganhava muito pouco. O próprio criador descreve a época em uma entrevista recente: "Comecei sem um tostão na Rue de Bellechasse. (...) Rolls-Royce ficavam estacionados em frente ao prédio, com todas aquelas mulheres muito ricas circulando por ali. Era o luxo em meio à pobreza total."

Foi exatamente nesta época que Azzedine conheceu Arletty, cliente, amiga e musa. Grande incentivadora de suas criações, Arletty virou embaixadora de suas criações e encantava cada vez mais mulheres par saber de quem eram aqueles vestidos tão maravilhosos.


Nos anos 80 ocorreu o boom da sua carreira. Vestia chefes de Estado até top models como Naomi Campbell e Cindy Crawford. Mas é tido como um visionário na área: mora nos andares de cima do mesmo prédio onde mantêm sua loja e seu ateliê. Vez ou outra dizem que ele surpreende alguma cliente desavisada quando aparece na loja sem aviso prévio organizando as araras. Também não participa do calendário oficial da moda. Entrega as roupas no prazo que jura suficiente pra confeccioná-las e só produz quando acha necessário produzir. Diz que sua moda é arte, e que por ser arte, a criação é algo sério demais pra ser submetido ao ritmo infernal que o mercado impõe.

O criador também é famoso por ser defensor dos direitos dos animais - ele cria oito gatos, três cachorros e uma coruja - além de ser um grande admirador das artes. Tanto talento não poderia render um reconhecimento menor: não bastasse seus 34 anos de carreira, com peças cobiçadas e sucesso de vendas de lojas próprias a brechós, Azzedine foi prestigiado, no mês passado, com uma retrospectiva de sua carreira.  Uma exposição de fazer qualquer mulher babar!



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estilo: Elisa Sednaoui

Se tem uma tag que é super gostosa de escrever, com certeza é a "estilo". É tão legal procurar fotos com looks incríveis das personalidades que achamos que merece destaque no mundo da moda. E hoje vamos falar um pouquinho do estilo de se vestir desta moçinha que pode até não ser muito famosa pro grande público, mas que sempre faz bonito com suas escolhas.


Elisa Sednaoui é um modelo, atriz e diretora de cinema com descendência italiana, francesa e egípcia. Queridinha de Karl Lagerfeld, Sednaoui é tida como musa da Chanel, mesmo já tendo sido a estrela de campanhas das não menos poderosas Giorgio Armani e Roberto Cavalli.

É claro que com tanta influência no mundo da moda, uma vez que a modelo já foi capa de revistas como Vogue, Vanity Fair, Elle e Marie Claire, Elisa tirasse algumas boas lições pra incrementar seu guarda-roupa. E vamos te confessar, amamos o estilo dela. Sabe aquela máxima que sempre falamos aqui no blog sobre absorver as tendências, mas sempre tentar adaptar ao nosso estilo? Ao que ressalta a nossa beleza natural e nos deixa confortável? Pois bem, Sednaoui faz isto com maestria!




A modelo adora adicionar elementos rocker à suas produções, mas nem por isso seus looks ficam pesados. Há sempre um toque de leveza, tornando o preto, a cor predominante em suas escolhas, cool. Este ar de leveza super combina com os cabelos, com um "amassadinho" e balanço natural, e maquiagem somente para corrigir imperfeições.

O segredo que Sednaoui usa pra brilhar é fugir do óbvio. O preto predomina, mas cores como verde e azul podem ser combinadas a ele. Outro ponto positivo é o mix de texturas: acessórios pesados como uma bota de couro ganham leveza se for combinada com saia longa e blusa cropped. Já no caso da jaqueta de couro envernizado, ela poderia até ficar over combinas com pesadas botas também de couro, mas o charme fica por conta da calça verde estampa, que quebra toda a obviedade da produção.




Indo de um extremo a outro, se não for de preto, como na maioria das vezes, Elisa também utiliza o branco ou cores claras e neutras em seus looks. Mas sempre com a mesma leveza de misturar peças de alfaiataria com casacos e acessórios modernos, tornando as produções bem jovens, porém não menos elegantes.





Deixamos vocês com nosso look preferido da modelo, um longo com transparência e textura, mas que não deixou de ficar dramático, porém leve em Elisa. São com pessoas se sentindo tão confiantes assim com o que estão vestindo que nos fazem sempre buscar refletir nossa identidade  com o que estamos vestindo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Maria mostra: Georgia Jagger

Sim querido leitor, você não está enganado: sempre usamos a tag 'Maria mostra' pra falar de novos artistas ou marcas/ideias que nos encantam com seu espírito inovador. Mas porque não usar a tag também pra falar deste rostinho que temos a certeza que ainda vamos vê-lo muito por aí?


Os traços do rosto não negam: a boca larga e os lábios carnudos do pai, Mick Jagger, e os cabelos loiros e volumosos da mãe, a famosa modelo da década de 70 Jerry Hall, deram a luz a esta realmente merecedora do título de princesa do rock. Com seus 22 anos Georgia May Jagger seguiu a carreira da mãe e já conquistou um espaço digno do seu sobrenome no mundo da moda. Já foi garota-propaganda da Versace e da Chanel - trabalhando pessoalmente com Donatella Versace e Karl Lagerfeld - além de ter colaborado como estilista na badalada Hudson Jeans (além de ter estrelado a própria campanha).

Mas Georgia é realista. Quando perguntada não nega que seu sobrenome pesou sim na sua estreia como modelo. Mas deixa logo bem claro que aprendeu com a mãe que entrar no mercado por indicação pode até ser fácil, mas será por esforços próprios que conseguira se manter nele. Também conta que foi a mãe que a ensinou a defender suas opiniões e nunca se tornar uma vítima da moda.  Mulher elegante é a que se expressa através das roupas, e não aquela que usa somente o que está em gosto.


Talvez seja tanto pé no chão que faz com que as equipes que trabalham com ela em shootings saíam encantados. Dizem que ela topa quase tudo que lhe é pedido (tirando mudar a cor das madeixas e ser clicada totalmente nua), encara as longas horas de ensaio com muita simpatia, e é fã de piadas.

Falando em clicks, a senhorita Jagger também é realista em relação aos padrões de beleza exigidos por sua carreira. Não mente que controla sim a alimentação, mas também faz muita atividade física pra gastar as calorias e pra manter tudo no lugar. Apoia a política rigorosa utilizada pelo governo britânico em relação ao uso do Photoshop em campanhas publicitárias e defende que a beleza não pode seguir padrões pré-estabelecidos.


Do pai, Georgia May diz que aprendeu muito sobre negócios. Como guardar pra o futuro e como investir o dinheiro ganho. E claro, aprendeu muito sobre rock'n'roll. Graças a ele diz que tem orgulho de escutar bandas como The Hollies, The Kinks e The Troggs, bandas que muita gente da sua idade desconhece. E aí, vai dizer que ela não é a princesa do rock?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Inspirações da Maria: Linda Evangelista

Sabe quando dizem que o mundo da moda é responsável por criar muita polêmica que existe por aí? Pois bem, se depender da pessoa - literalmente Linda - que a Maria hoje vai falar um pouquinho, pode apostar que é verdade.


Linda Evangelista é natural de Ontário, Canadá. Aos 12 anos, já havia decidido que seria modelo, então aos 13 anos se inscreveu em um concurso de beleza para adolescentes. Linda não foi a escolhida, mas ganhou o que queria: o passaporte de entrada para o mundo da moda. Entre os jurados, estava um olheiro de uma agência de modelos de Toronto, e advinha por quem ele se encantou? Pelos olhos azuis-esverdeados e o rosto estonteante da jovem Evangelista.

Aos 16 anos foi sua vez de ser descoberta por um olheiro da famosa agência Elite, e aos 19 mudou-se pra Nova Iorque com a promessa feita aos pais de que voltaria pra casa após um ano caso a carreira não vingasse. Vários trabalhos vieram, embora nenhum de grande renome no mundo da moda. Mesmo assim, em 1988 Linda estava com 20 contratos assinados.


Foi neste período que aconteceu a grande guinada que Evangelista tanto esperava. Seu atrativo maior era a beleza: olhos e rosto irresistíveis, corpo escultural e cabelos longos cor de chocolate. Foi a pedido do fotógrafo Peter Lindbergh que o cabeleireiro Julien d’Ys cortou os cabelos de Linda. Era um corte curtinho, com as pontas desfiadas e nuca a mostra. A princípio, Evangelista adorou a mudança, mas quando viu 18 dos seus 20 contratos serem cancelados, ligou aos prantos para o amigo e também fotógrafo de moda, Stevem Meisel, para buscar conselhos e conforto. Dois meses depois, fez o que as modelos chamam de o Grand Slam da moda: foi capa da Vogue América, Itália, França e Reino Unido. Ganhou o título de supermodelo, termo recém-surgido na época e que servia pra designar as modelos que ganhavam um ar de quase deusas: cachês milionários, status de celebridade e o reconhecimento como ícones de beleza de uma geração. Difícil é imaginar depois de Linda Evangelista uma mulher que no início dos anos 90 não quisesse um corte de cabelo curto com a nuca a mostra.

Tendo ou não como ponto de partida o corte de cabelo de Linda, surgiu uma nova era no mundo da moda. O boom das supermodelos e a criação do quinteto fantástico: o grupo formado pelas norte americanas Christy Turlington e Cindy Crawford, pela britânica Naomi Campbell e pela alemã Claudia Schiffer, que a partir do início dos anos 90 transformou o poder que a imagem de uma modelo pode exercer.


A proporção que a fama alcançava Evangelista, começava também a surgir as polêmicas que envolveriam suas declarações públicas e até mesmo sua vida pessoal. A primeira de suas polêmicas é uma máxima feita logo no início do seu sucesso estrondoso. Em uma declaração soltou “Não nos levantamos da cama por menos de 10 mil dólares”, em referência aos contratos milionários pagos as supermodelos. A realidade é que mesmo sendo cachês escandalosos, o sucesso das campanhas era certeiro.

A segunda polêmica em que se viu envolvida foi quando a modelo completou 41 anos. Grávida de seu filho, Augustin-James, e ainda muito requisitada por revistas, Linda declarou que mesmo durante o período da gestação era a favor de procedimentos cosméticos como o uso da toxina botulínica e de tratamentos para estimular a produção de colágeno. Um tabu, já que o botox em alguns casos é visto como vilão, principalmente pra quem trabalha com a imagem, uma vez que seu uso em exagero congela as feições.


Sua última polêmica aconteceu em 2010 e envolve seu filho e a briga judicial com o pai do menino, François-Henri Pinault (pra quem não sabe, muitas das maisons e grandes marcas do mundo da moda pertencem a grupos. O conglomerado PPR, que François é herdeiro e CEO, é “dono” de marcas como Puma, Gucci, Stella McCartney, Alexander McQueen, Yves Saint-Laurent, Bottega Veneta, dentre outras). Foi ao pai de seu herdeiro que Evangelista entrou com um pedido de 46 mil dólares mensais de pensão, ou mais de meio milhão de dólares por ano. É o pedido de pensão mais caro já dado entrada na Corte de Família de Manhattan.

Polêmicas a parte, difícil é definir quais seriam os padrões de moda e beleza e até mesmo como seria a cultura pop de hoje sem o quinteto fantástico e Linda Evagelista. Será que Gisele Bündchen seria uma ubermodel? Incrível é ver o carisma que tais mulheres tinham. Com exceção de Claudia Schiffer, é possível ver todas as supermodelos juntas no videoclipe mais fashion de todos os tempos: Freedom de George Michael!


Atualmente, Linda Evangelista tenta chamar atenção pra outras coisas. Em uma entrevista realizada em 2005 para o jornal britânico The Telegraph a modelo tentava chamar atenção pra campanhas contra a AIDS no qual faz parte. Em um tom de brincadeira e fazendo alusão a sua máxima dos anos 90 soltou: “Hoje saio da cama por razões muito melhores.”