Eles podem até ser pouco conhecidos no cenário nacional, mas vamos mudar a frase pro AINDA pouco conhecidos, uma vez que com o som pra lá de bom em que mistura clara influência dos Beatles, experimentalismo e rock tradicional, não dá pra parar de ouvir Fingerfingerr.
A banda, que nasceu em 2011 e é cem por cento paulistana, é formada por Flavio Juliano nos vocais, Ricardo Cifas na batera e Gianni Dias no baixo. Legal é como o som deles é totalmente viciante depois que se começa a escutar. Seja pela batida mais agressiva em musicas como a que vamos escutar hoje, Punksy, ou por letras românticas e um arzinho de With a Little Help From My Friends como Find a Way.
Outra coisa legal é que o som deles encaixa perfeitamente com as letras cantadas em inglês. Muito desta escolha partiu de Flavio, que foi criado nos Estados Unidos. Esta segunda língua foi o bilhete de entrada pra uma turnê em que os meninos estão, agora no mês de Outubro e Novembro, rodando os EUA.
Mas se engana quem pensa que esta é a primeira experiência com público da banda. Além do EP lançado com quatro faixas, e com suas músicas como trilha da websérie A Vida Louca \o/ de Lucas Batista, eles também são figuras cativas da festa Bricolage, show que reúne DJs e bandas do novo cenário de São Paulo.
É com tanta dedicação a música que vemos que pros meninos do Fingerfingerr o importante é empurrar a arte e música pra frente, dois elementos que eles fazem questão de unir em seus vídeos. Outra coisa legal sobre a banda é que eles não gostam de ter seu som rotulado. Segundo as palavras de Gianni eles trabalham a distorção do som e brincam com efeitos usando a tecnologia a favor da música.
Ah, antes de deixarmos vocês com o som de Fingerfingerr, sabiam que o Gianni é irmão da cantora Tiê?
Se paramos pra lembrar das histórias das bandas de rock, muuuuitas começaram com encontros em lugares nada glamourosos como a sala de estar da casa da mãe de um membro, quartos, bancos de ônibus, e o clássico ensaio na garagem. Agora, vocês já viram alguma banda em que os membros, ou melhor, as, se conheceram nesses encontros pra tomar chá, café e fazer crochê? Não? Pois temos o prazer de te apresentar Deap Vally!
Lindsey Troy - a loira - e Julie Edwards - a ruiva, se conheceram entre um ponto de crochê e outro em Los Angeles, e logo ficaram bem próximas. Não demorou muita pra descobrirem a paixão mútua que tinham pelo rock'n'roll e o fato de que a primeira tocava guitarra e a segunda bateria. E assim nasceu, em 2011, uma banda super afinada no quesito de mesclar boa música à moda.
No último mês de Julho lançaram seu primeiro álbum, Sistrionix. E o trabalho foi tão bem recebido pela crítica que as meninas não demoraram pra estrear em palcos grandes, como a última edição do festival sonho Glastonbury, na Inglaterra.
O público, conforme vai conhecendo, também ama Deap Vally. Também são tantos motivos: letras que nós, jovens, nos identificamos ao falar sobre amores bandidos e independência; o som, bem cru e experimental, bebendo muito da fonte de bandas como The Kills e White Stripes; e o visual pra lá de descolado das meninas com muitos óculos de Sol, jeans bem destruídos, couro, um toque cigano e hippie, e outro de sensualidade californiana, deixando muito a pele a mostra, mas sem pesar a mão.
Segundo as próprias palavras de Julie o som da banda sofre influências do trabalho do bluesmanRobert Johnson, da bossa nova de Tom Jobim, de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath (já falamos um pouquinho sobre estas duas bandas neste post aqui), Yeah Yeah Yeahs, e até do desenho animado dos anos 80 Jem e as Hologramas. Se você concorda ou não com as influências, bem, dá uma chance e escuta o som delas que é muito bom. Deixamos vocês com o maior sucesso que as meninas tem até agora, Gonna Make My Own Money.
Linda, talentosa e ruiva! Bastou a atuação dela como a senhora O'Brian em A Árvore da Vida pra estarmos caindo de paixão por esta atriz natural de Sacramento. E depois de tantos trabalhos de sucesso, tem como não amar Jessica Chanstain?
Jessica Michelle Chanstain é filha de uma chefe de cozinha vegetariana e de um bombeiro. Estudou na Universidade de Sacramento e depois de se formar, em 1997, resolveu levar a carreira de atriz mais a sério unindo-se a uma companhia profissional de teatro. No ano seguinte já fazia sua estreia nos palcos. Era a protagonista de uma adaptação de Romeu e Julieta. Após o papel de Julieta, a nossa ruiva achou que era hora de se aperfeiçoar nas artes cênicas e resolveu ingressar na famosa escola Juilliard, em Nova Iorque. Foi aceita no departamento dramático e se formou em 2003.
Ao sair da Julliard foi sua vez de se jogar nas telinhas e testar suas habilidades como atriz recém-formada. Fez participações nas séries ER e Law & Order. Mas brilhou no ano de 2011. Arrebatou corações dos espectadores como a delicada e quase angelical esposa de Brad Pitt no longa A Árvore da vida de Terrence Malick. Recebeu críticas super positivas ao dar vida a esposa de um homem perturbado por visões apocalípticas em O Abrigo e estrelou a inesquecível Celia Foote em Histórias Cruzadas. Foi por este longa que a moça recebeu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro, e ainda levou o SAG de melhor elenco.
Mas premiação maior recebeu agora em 2013. Pelo filmaço A Hora Mais Escura, dirigido pela também premiada Kathryn Bigelow, Jessica recebeu o Globo de Ouro, o Oscar, O Bafta e o SAG de melhor atriz.
Agora vocês já notaram o quanto ela é linda? Pra nós, é mistura de beleza natural com traços delicados de fazer babar. E já que tamos falando de beleza, já viram o editorial para a Vogue US, clicado pela talentosíssima Annie Leibovitz, em que a ruiva é a estrela? A Jessica Chanstain encarna imagens imortalizadas como a fotografia de Julia Margaret Cameron, ou as telas La Mousmé de Vincent van Gogh e Ria Munk de Gustav Klimt. É muita beleza num editorial só, não acham?
Seu nome de batismo, escolhido para agradar a avó paterna já que era o mesmo nome do avô, era Agenor de Miranda Araújo, mas nunca houve um apelido que o pai desse a um filho e que pegasse tanto: Cazuza! E é do poeta da geração 80 - mas muito querido até hoje, não é?! - que vamos falar um pouquinho.
Filho do produtor musical da Som Livre João Araújo e da famosa Lucinha Araújo, símbolo da luta contra o HIV e fundadora da Sociedade Viva Cazuza, o garoto cresceu, muito devido ao trabalho do pai, bem entre a vida artística brasileira. Nomes como Rita Lee, Gilberto Gil e Novos Baianos eram visitas mais que normais em sua casa. Até as aventuras de juventude incluíam nomes gigantes da música brasileira. Foi aos 13 anos, e junto com o amigo de infância Pedro Bial, que o cantor foi entrevistar Vinícius de Moraes. Legal que além da entrevista, os dois saíram já admiradores do uísque, bebida que o poetinha apresentou a ambos. E já que tamos falando das amizades de Cazuza, não podemos deixar de citar Bebel Gilberto, sua maior e melhor amiga.
Tudo na vida do Cazuza parece ter sido bem intenso. O cantor falava abertamente que começou a fumar maconha aos 12 anos. Iniciou vários cursos, inclusive um de fotografia na Universidade de Berkeley, na California. Mas assim como tantos outros, abandonou os estudos antes do fim. Sempre foi visto como um símbolo de rebeldia, mesmo ainda muito novo. Foi expulso do Colégio Santo Inácio, onde estudava no Rio de Janeiro. Mas incrível mesmo é que antes de ser expulso foi considerado o melhor aluno de geografia de toda a instituição de ensino. Tanto conhecimento era fruto do seu passatempo favorito, passar horas observando o mapa-múndi!
Quando voltou da California Cazuza ingressou num grupo teatral que se reunia no Circo Voador. Lá cantou em público pela primeira vez e reencontrou o cantor e compositor Léo Jaime, que conheceu anos antes de ir a Berkeley, quando Cazuza trabalha na Som Livre junto com o pai. Foi Léo Jaime que indicou o jovem Miranda pra fazer o teste pra cantor em uma banda de rapazes do Rio Comprido. Cazuza foi, conheceu os jovens Frejat, Dé, Guto e Maurício, e super agradou com sua voz meio que berrada. Nasceu assim o Barão Vermelho, e a carreira do músico decolou. Foi considerado o melhor letrista da MPB em 1987, juntamente com Chico Buarque. A banda se tornou um sucesso e a parceria com Roberto Frejat, mesmo em meio a tantos desentendimentos gerados por causa da inconsequência de Agenor, foi mais forte. A sintonia no palco, na época do Barão, era inegável. E mesmo com a saída de Cazuza do grupo, os dois continuaram a escrever juntos. Um exemplo clássico da sintonia dos dois mesmo no período de carreira solo de Cazuza é Ideologia. Letra pra lá de potente, não acham?
Cazuza também era conhecido como um romântico incurável e colecionador de relacionamentos intensos. Talvez seu caso amoroso mais famoso foi com Ney Matogrosso. Os dois se conheceram num encontro casual e não se largaram por um bom tempo. Segundo o próprio Ney foi um relacionamento intenso, tanto amorosamente quanto intelectualmente. Mas na vida de Agenor Araújo também teve um breve casamento com Patrícia Casé, a paixão fulminante por Denise Dumont, e o namoro - o mais longo que Cazuza teve - com o ator Sérgio Dias.
Em 1985 o músico foi internado pra tratar um pneumonia. Exigiu fazer o teste de HIV e o resultado deu negativo. Dois anos depois foi acometido pela mesma doença e refez o exame. Desta vez o resultado foi positivo. Em 1989 foi o primeiro artista brasileiro a assumir publicamente que estava com Aids. Ele falou sobre o assunto, em tom muito otimista, com o jornalista Zeca Camargo para a Folha de São Paulo. Buscou o tratamento em Boston, nos Estados Unidos, mas não abandonou a música. Gravou seu último álbum, Burguesia, já em estado bem debilitado. Algumas das músicas foram gravadas com Cazuza deitado no sofá da gravadora. Este álbum, onde o cantor empenhou suas forças, vendeu 250 mil cópias.
Cazuza morreu em 7 de julho de 1990, com 32 anos. Na sua lápide, no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, estão escritos sua data de nascimento, data de falecimento, e O Tempo Não Para, título do seu último grande sucesso. Sua músicas permanecem fortes e atuais até hoje, e é com um clássico que deixamos vocês: Bete Balanço!
Quando vemos alguém falando de RP - sim, já nos sentimos tão íntimas, por tanto vê-lo em filmes, comerciais, revistas... - na hora já vem a mente aquele ator jovem, galã teen por causa dos filmes Crepúsculo. Mas resolvemos falar um pouquinho dele aqui no blog pois estamos super interessadas em como com filmes autorais e papéis bem interpretados e até complexos, ele supera cada vez mais a imagem de ator somente pra adolescente ver.
Já assistiram o visualmente lindo Cosmópolis, filme dirigido por David Cronenberg, onde Pattison, longe da enorme crise que acontece do lado de fora da limusine onde está, passa o longa inteiro dentro do veículo recebendo visitas bem inusitadas? Com este trabalho Robert Pattison deu um chega pra lá nos romances água com açúcar que o fez milionário e famoso no mundo todo e começou a reconstruir sua carreira como ator. De lá pra cá são papéis cada vez mais agressivos, intensos e inteligentes. Quer ver? Em 2012 teve Bel Ami, baseado na obra de Guy de Maupassant; depois tem Em Missão: Blacklist, filme em fase de pré-produção onde atua como um soldado que participa da caça a Saddam Hussein; após vem The Rover, filme rodado este ano em que o britânico dá vida a um homem mentalmente perturbado; e por último temos outro trabalho feito em parceria com Cronenberg e que começou a ser filmado em Julho chamado Maps To The Stars e que aborda, na forma de humor negro, a obsessão da sociedade pela cultura das celebridades.
O interessante é ver que todo este volume de trabalho vem de um rapaz que acabou de completar 27 anos e que começou a fazer teatro aos 15 anos na Barnes Theatre Company. Desde muito jovem Robert acostumou-se com o trabalho. Antes de realmente optar pela carreira de ator também teve uma breve carreira de modelo, e talvez seja esta experiência que o ajudou na hora de ser escolhido como o mais novo garoto-propaganda do perfume Dior Homme. Com um contrato milionário, também ganhou da equipe da marca a liberdade pra escolher com quem queria trabalhar e em opinar em como seria a campanha. Insistiu até conseguir que o alvo da sua admiração, Romain Gravas, dirigisse o comercial. O material tá um absurdo de lindo (e você pode ver o vídeo na versão sem cortes e com trilha do Led Zeppelin aqui) e pontua com a fase mais madura da carreira de Pattison.
Isto tudo sem deixar de cantar e tocar guitarra. E aí, também se convenceu que os vampiros e lobisomens ficaram pra trás?
A Maria fez as malas em busca de inspiração pra esta nova
coleção. E bebemos a água de uma fonte pra lá de interessante: Milão!
Sim, a
capital mundial do design nos inspirou, e os frutos dela também. Já que fazemos
moda, resolvemos olhar o que as marcas que nos inspiram, as que buscamos seguir
seus passos de sucesso, fazem. E nos deparamos com um DNA milanesi incrível.
As tendências aparecem, mas acima de tudo está o interesse em vestir gente bonita por dentro e cheia de atitude, assim como na Maria. Pra isso resolvemos soltar a meneghini - forma informal de chamar o cidadão que nasce em Milão - que existe em nós.
Misturamos a feminilidade com cores fortes, padronagens clássicas e um
detalhezinho que foge do óbvio e surgiu a Maria Vai a Milão, coleção com peças perfeitas pro seu dia a dia, porém com um de dramaticidade.
Poás, a tradicional estampa de bolinhas, combinadas a chantons (uma espécie de pedra pra ser bordada) com cores descombinadamente harmônicas entre si. Tudo bem a milanesi, não esquece, já que o cetim de bolinhas, estampa super tradicional e em cores pra lá de clássicas, como o preto, o azul-marinho e o vermelho, não é de se esperar que esteja combinado a uma bordado com pedras azuis e prata. Mas combinamos! E ficou lindo. E ainda tem os recortes em formato de coração (pra morrer de amor por Milão), os babadinhos, as rendas e os tules bordados, e as laises (esperem que em breve vocês vão ver, ok?!)
Então, vamos bater perna juntas na Via Montenapoleone?
Estávamos aqui pensando em que personalidade seria legal falar neste domingo, daí, minutinhos depois, veio a mente uma morenaça de sorriso iluminado. Ok, ela é linda! Mas pra lá de talentosa também. Afinal, pra ter mais de 60 filmes em sua bagagem como atriz, em títulos do aclamado diretor espanhol e amigo próximo Pedro Almodóvar como Tudo Sobre Minha Mãe e Volver, até blockbusters como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas é preciso ter talento de sobra, concordam? Então, topam admirar um pouquinho a Penélope Cruz junto com a gente?!
Penélope Cruz Sanchez é natural de Alcobendas, uma cidade a 15 km de Madri. Atriz talentosa e fluente em inglês, italiano e francês, vem de origem simples. Filha de um vendedor e de uma cabeleireira, sempre se disse apaixonada por cinema. Uma de suas lembranças mais felizes é a de quando o pai, ainda no início dos anos 80, comprou um videocassete, e ela passou a alugar filmes diariamente. Segundo suas próprias palavras foi nesta época que nasceu sua paixão pela carreira de atriz.
Nos anos 90 tornou-se musa do cinema espanhol, muito devido aos vários filmes do amigo Almodóvar em que atuou. Hoje é conhecida como a Madonna de Madri, e tem orgulho do título apesar da simplicidade e raízes que faz questão de manter. Conquistou Hollywood e a crítica especializada também ao abocanhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo ótimo Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen. Foi no set de filmagem deste longa, em 2008, que começou a namorar o ator também latino Javier Bardem (já falamos um pouquinho dele aqui no blog, lembram?). Hoje, casada com ele desde 2010, possuem dois filhos: Leo e Luna Encinas. Mas o casal estrelado - uma vez que Javier também já foi premiado com um Oscar de melhor ator coadjuvante, e estima-se que o cachê de Penélope esteja por volta de 10 milhões de dólares por filme - insistem em não optar por Los Angeles como cidade pra morar. Ainda vivem em Madri, e voam para os EUA sempre que é necessário filmar. O casal mora na capital espanhola próximo aos irmãos de Penélope, a também atriz Monica Cruz e o compositor Eduardo Cruz.
Aos 39 anos Cruz parece estar no topo de sua carreira. Além da maternidade - que aqui pra nós a deixou ainda mais bonita - a atriz também é um ícone fashion. Protagonizou campanhas de peso como a de perfume que fez para Ralph Lauren, e a do perfume Trésor, onde substituiu ninguém menos que Kate Winslet. Também foi estrela da grifada Loewe (já falamos desta parceria neste link que você pode acompanhar na nossa fanpage) e embaixadora da L'Oréal Cosmetics. Mas quem pensa que por causa da carreira, ou dos contratos, que a moça é encucada em relação a velhice, muito se engana. A atriz já deu declarações defendendo que envelhecer é um processo saudável e natural. E que sente pena de colegas de trabalho que viram vítimas da aparência com tratamentos e processos exagerados.
Nos cinemas, desde a última sexta, podemos admirá-la no já bem falado O Conselheiro do Crime. Além dos casting de peso como o seu marido Javier, Cameron Diaz, Michael Fassbender e Brad Pitt, o longa é dirigido por Ridley Scott e a história foi escrita especialmente para as telonas por Cormac McCarthy, autor do livro No Country for Old Men, que ao virar longa rendeu o Oscar do marido de Penélope. Alguém tem dúvidas de que será um filmaço? ;)