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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Maria ama: Mawi

Lembram daquele post recheado de lindezas que fizemos sobre os acessórios da Butler e Wilson (vocês podem relê-lo aqui)? Bem, com tanto acessório lindo no mundo seria até um crime não falar de mais lindeza, não é?


A Mawi é uma companheira da Butler no quesito acessórios de peso admirados por mulheres igualmente poderosas. Criada pela super viajada designer de origem indiana Mawi Keivom, a marca atualmente conta com uma loja própria em East End, em Londres, apesar de sua fundadora já ter passado temporadas no Quênia, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Itália e Estados Unidos, ufa!

Podemos dizer que a empresa começou quando Keivom criava bolsas feitas com tecidos antigos juntamente com seu marido, Tim Awan. Era o início de uma carreira promissora, uma vez que a Mawi ainda tem boa parte da criação centralizada no casal. Mas a marca como a conhecemos hoje, com carteiras e acessórios de tirar o fôlego de qualquer mulher só surgiu em 2003, e já teve uma entrada no cenário local a altura de suas criações: estreou na semana de moda inglesa, e foi reconhecida com o prêmio para a nova geração de criadores, consecutivamente, de 2003 a 2005.


Na Mawi encontramos várias coleções que vão variar de acordo com a inspiração. Das peças mais luxuosas, com ar de joias reais ou bebendo da fonte da arte nouveau (estilo tido como um meio termo entre o neoclassicismo e o modernismo, que imperou entre 1890 e 1910. Influenciou a arquitetura, as cerâmicas, a vidraçaria, as pinturas e artes gráficas, e a escultura. Suas linhas, repletas de arcos e formas arredondadas derivadas de plantas, trouxe uma leveza a materiais pesados, como o ferro, além de modernizar elementos da estética anterior, o Rococó, como as texturas e as conchas.), até as peças repletas de tachas, lâminas e caveiras, tudo mistura uma técnica de fabricação impecável junto com um perfume de nostalgia.

Este mix de influências arrebata os mais diversos fãs, até porque o público da empresa é amplo. Há linha de peças pra serem usadas no dia-a-dia, mas também há linhas mais exclusivas, com acessórios com cara de herança de família. Com esta versatilidade, e muito glamour, o público vai de mulheres como Emma Watson, Gwyneth Paltrow, Kylie Minogue e Alexa Chung, até a super poderosa Disney, que convidou a Mawi para desenhar uma coleção inspirada em seus principais personagens.


Abaixo vocês podem alimentar os olhos com mais belezas da Mawi. Mas antes de irmos vale ressaltar que uma visitinha no site da marca é fundamental. Ah, a Mawi também conta com uma linha exclusiva pros meninos: a Sir by Mawi. Não deixem de ver, ok?

http://www.mawi.co.uk/




segunda-feira, 22 de julho de 2013

Maria ama: música britânica

Quem ama música? o/ Então é claro que a Maria não podia deixar de falar de uma paixão que move a gente por aí.


Já pararam pra pensar que muitas das bandas que amamos e que foram influência pra tantos outros conjuntos e músicos saíram da Grã-Bretanha? Seja coincidência, ou não, são sobre grandes nomes do mundo da música que vamos falar hoje.

Londres foi a primeira cidade digamos, cosmopolita, do mundo, pois atingiu a incrível marca de um milhão de habitantes ainda no século XIX. Nesta época, em suas ruas, já circulavam norte-americanos, judeus de descendência polonesa, chineses, africanos, e, claro, britânicos de todas as regiões. Não podemos dizer que era um caldeirão de ideias, uma vez que os tempos não eram tão modernos assim, e o comportamento e "protocolo" britânico ainda imperavam. Mas é inegável que todas estas culturas diferentes convivendo juntas influenciaram - e muito - umas as outras.


Veio um novo século, e uma ferida muito grande no coração do mundo: a Segunda Guerra Mundial. Mas, no após a guerra, Londres se reconstruiu com uma grande rapidez. Um novo ar ganhou as ruas, e novas culturas foram surgindo. Destas novas culturas, a música pop e o rock'n'roll talvez sejam os melhores exemplos.

Ok, o rock é um produto genuinamente norte-americano. O estilo que nasceu misturando os acordes do blues com a melodia do country, e teve como padrinhos Elvis Presley, Little Richard e Buddy Holly chegou a capital britânica na década de 50 e desde então o mundo passou por diversas transformações. Não só no mercado da música em si, mas também naquelas áreas que exercem e sofrem influência da música, como o comportamento e a moda. Desde o rock'n'roll os penteados e os cabelos nunca mais foram os mesmos. E a moda parecia que via cada nova transformação com seus olhos brilhando de excitação.


A conquista do mundo através do rock começou logo com uma ironia das grandes. Um quarteto de rapazes de Liverpool, que usavam terninhos e jaquetas sem colarinho, totalmente inspiradas em Pierre Cardin. Bem-comportados, os Beatles cantavam o amor, e os pais das beatlemaníacas sonhavam que suas filhas casassem com um Paul McCartney. Em 1964, enquanto os Beatles invadiam a América, outra banda já invadia as paradas inglesas. Os Rolling Stones pregavam o sexo, drogas e as bebidas, e faziam pose de rebeldes.

Quase simultâneo ao estouro dos Stones veio o boom do culto aos guitarristas. Estes caras como Pete Townshend do The Who e  Eric Clapton do Cream, exalavam a essência das bandas - genuinamente britânicas, é claro - em que faziam parte. Foi com esta idolatria a guitarra que em 1967 o jovem Jimmi Hendrix abandonou o Exército americano e viajou pra Londres no intuito de revolucionar o som da guitarra.


No final dos anos 60, com o rock já bem estabelecido na Inglaterra e exercendo grande influência na vida dos jovens, e com o fácil acesso as drogas, o universo da música deu mais um passou e Londres provou que pra surgir algo novo em suas ruas não necessariamente a "ultima onda" teria que ter se esgotado. Nasceu então o rock psicodélico e bandas como o Pink Floyd. Músicas longas, letras estranhas, muitas cores na imagem da banda e referências a temas espaciais. tudo junto no caldeirão das pedras rolantes.

Pouco tempo depois, já nos 70, veio o contrário ao psicodélico: o heavy metal. O peso das guitarras era o menu principal, regados a efeitos de distorção e amplificadores modificados. Era a vez de brilhar dos incríveis Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham do Led Zeppelin; e de Ozzy Osbourne & cia do Black Sabbath



Quase simultaneamente a cidade também era invadida pelo glam rock. E nada é por acaso. A revolução sexual estava em pleno vapor no mundo. E nada mais a calhar que um estilo de música em que o rock soava bem pop, e a imagem era quase tão importante quanto o som. No glam rock o visual era cheio de brilho e bem andrógino. David Bowie é a estrela máxima deste estilo musical. Revolucionou muito o mercado da música com sua sua carreira de sucesso que perdura até hoje, e, na época, não tinha vergonha nenhuma de subir aos palcos com maquiagem, glitter no rosto, e roupas femininas.

Engraçado é que na época em que surgiu o glam rock o movimento gay ganhava força no mundo e saía da "clandestinidade" em que era julgado por muitos. O glam rock surgiu nos 70, e foi nesta mesma década que Elton John - um deus da música pra nós aqui da Maria - se mudou pra Londres e que nasceu a banda sem palavras de tão boa Queen, encabeçada por Freddie Mercury.


Do outro lado do atlântico, em um bar decadente de Nova Iorque, surgia uma nova onda. Caras estranhos, em um palco esfumaçado, que mal sabiam tocar, mas tinham muita atitude, e enfiados em jaquetas de couros davam à luz ao punk. Ah, e esta banda era o icônico Ramones. Reza a lenda que o empresário, dono da loja SEX, Malcolm McLaren estava presente em apresentações iniciais do Ramones. Percebendo este novo movimento que invadia não só a grande maça, mas a Alemanha também, McLaren voltou pra Londres, reabriu sua loja - que por mais uma coincidência (ou não!) da vida ficava vizinha a loja da não menos visionária estilista Vivianne Westwood - e contratou um grupo de garotos esquisitos pra tocar o punk com a mesma postura. Sabem que garotos eram estes? Bem, já ouviram falar em Sex Pistols?!

Se muitos achavam que o Sex Pistols não sabiam tocar, 1979 veio a redenção do punk com o lançamento da obra prima London Calling dos muito amados também pela Maria dos meninos do The Clash. Com músicas incríveis como "Should I Stay Should I Go" e "Rock the Casbah" o The Clash abriu o caminho para a virada dos 80 e muita coisa que ele trouxe. Os metais do Iron Maiden, o ska dos talentosos garotos do The Police, as letras lindas e um tanto quanto depressivas do Joy DivisionThe Smiths, os primórdios do rock eletrônico com o Depeche Mode, e até o renascimento do glam rock nas figuras de Boy George do Culture Club, e de Simon LeBon do Duran Duran.


Veio o final dos 80, e começo dos 90. E o cenário da Inglaterra eram as cidades de Manchester e Londres em uma rivalidade pra descobrir qual iria lançar o próximo som do momento. Com este cenário de rivalidade bandas locais cresceram, mas também começaram a pipocar talentos de outras cidades. Primeiro veio o Oasis, de Manchester mesmo, e seus rivais londrinos do Blur. Depois veio os garotos de Oxford que formaram a banda linda Radiohead, e por último temos os também londrinos do Coldplay.

Mas do final dos 80 pra o começo dos anos 2000, muita coisa aconteceu além do citado acima. Nos Estados Unidos surgiu o grunge, e os olhos do mundo se viraram pra Seattle e seus frutos. A cena alternativa inglesa voltou a ganhar força somente no começo do século XXI com nomes como Bloc Party e Artic Monkeys. No meio destas bandas surgia uma garota com rosto angelical, voz meio que sussurrada, e sem nenhum freio na língua. Lily Allen, que atualmente atende pro Lily Rose Cooper, lançou videos da sua música "Smile" no MySpace e inaugurou a era dos músicos que usam internet como forte ferramenta.


Atualmente a Grã-Bretanha vive uma onda de cantoras femininas muito talentosas: além da Lily que em Março de 2014 vai tá lançando novo álbum, também temos Amy Winehouse, Kate Nash, Adele, Florence Welch (do Florence and The Machine), Eliza Doolittle...

O provável é que enquanto escrevemos estas palavras sobre bandas e músicos que tanto amamos, em toda a extensão daquele país algum grupo de garotos, ou quem sabe um músico solitário, esteja ouvindo os mesmos nomes que citamos acima, e que em pouco tempo, estes garotos ou estes músicos também estejam revolucionando a música de novo.


Abaixo deixamos vocês com muitos destes músicos ingleses que falamos anteriormente e, que te desafiamos em dizer quantos que você já escutou sim - e muito! - o trabalho deles.












sábado, 8 de junho de 2013

Inspirações da Maria: Burberry

Oi gente! E como anda o fim-de-semana? Já curtiram nossos modelos novos de camisetinhas? ;) O blog tá passando por duas semanas de invasão inglesa, então hoje vamos falar um pouquinho de uma marca inglesa já centenária, que revolucionou a moda ao criar o trench coat e transformá-lo em ícone fashion, e que atualmente investe pesado em inovação nos produtos e tecnologia.


Quem se interessa por moda em geral já ouviu falar da Burberry, mas mesmo que você não se ligue em nomes, pode ter certeza que seus olhos já bateram em cima de alguma peça desta grife. Como? Bem, já viu Bonequinha de Luxo? Filme clássico, né? Mas você sabia que na cena clássica do beijo na chuva do final os atores Audrey Hepburn e George Peppard vestiam casacos da empresa?

A marca foi criada por Thomas Burberry em 1856, quando ele tinha somente 21 anos. Apesar da juventude do proprietário, os negócios iam bem, muito devido a sua visão em investir em propagandas numa espécie de  antecessor dos outdoors. Em 1879, num projeto de desenvolver um tecido mais resistente, surgiu o gabardine, tradicional tecido em que os trench coats são atualmente confeccionados, e famoso por suas linhas diagonais e sua propriedade à prova-de-água. O gabardine só foi patenteado pela empresa em 1888, mas ele não era visto como um tecido nobre ou muito menos a peça pronta com ele confeccionada. Eram somente casacos práticos e duráveis. Prova disto foi que em 1895 o Ministério da Defesa britânico encomendou peças com este novo tecido a Burberry. Eram abrigos de chuva que faziam parte do uniforme dos militares. Esta peça, denominada tielocken, foi considerada o antecessor do trench coat.


O trench mesmo só nasceu em 1901, mas chegou ao seu auge com a 1º Guerra Mundial, onde foi adotado pelos militares. O segredo pra uma peça conquistar o Exército britânico foi sua funcionalidade. Além de proteger da chuva, possui aba no peito que servia como apoio pra arma, dragonas nos ombros, que serviam pra prender o quepe dobrado ou mapas, e os punhos ajustáveis, que podiam ser apertados e impedir que o vento frio entrasse. Durante o conflito foram confeccionadas 500.000 peças com fins militares. Logo após a guerra os ex-soldados voltaram pra casa e continuaram usado esta peça, que é muito durável, ou casacos similares em seu dia-a-dia. Assim o trench coat ganha popularidade e levou o nome da Burberry para a boca do povo.

Outra grande marca registrada da maison inglesa é o seu xadrez com tonalidades terrosas. De longe conhecemos, não é verdade? Mais por razões estratégicas, já que esta padronagem é um grande alvo da pirataria mundial, ele vem cada vez sendo menos usado e substituído por estampas coloridas, mas ainda com o espírito da grife.


O legal é que com a Burberry vemos todos os ciclos que uma empresa pode passar: nasceu simples, confeccionou peças de fardamento militar, ganhou popularidade, depois se destacou com seus produtos com alto padrão de qualidade e em 1989 virou a fornecedora oficial de roupas para o príncipe Charles (você pode ver um pouquinho mais sobre o vestuário da família real britânica aqui), ou seja, o pico do luxo e sofisticação. Mas apesar disto tudo a marca também passou por um período de decadência nas vendas e esquecimento pelo grande público. E aí veio a grande virada que nós da Maria somos fãs. Todos passam por períodos de dificuldade, mas como sair deste período define a espírito de muitas marcas.

Em 2001 Christopher Bailey foi contratado como diretor de estilo da grife. Sacada de mestre! Com o talentoso jovem de 30 anos formado pela Universidade de Westminster a marca passou por um processo de rejuvenescimento e deu nova vida a seu tradicional xadrez. Junto com a contratação de garotas propagandas como Emma Watson (também já falamos mais dela aqui), Kate Moss e Rosie Huntington-Whiteley seria impossível que a Burberry não chamasse atenção pra si novamente.


Atualmente falar de Burberry é falar de qualidade e tradição, mas sem um "peso" pelos anos de existência. Se há uma empresa que investe pesado em tecnologia, esta é a Burberry. Seus desfiles já são famosos: Já choveu e  já nevou em plena passarela, e em 2011 houve um show holográfico! Hoje não precisa de ingresso pra ver um desfile da grife por inteiro. Além de serem transmitidos ao vivo via Livestream, a marca também transmitiu pelos famosos telões da praça Piccadilly Circus em Londres. Ela também investe pesado em new faces, modelos ainda desconhecidos do grande público, pras suas campanhas, mantendo o espírito jovem. Outra sacada brilhante são os vídeos da grife, sejam de bastidores ou de tutoriais, onde junto aos produtos e funcionamento da empresa estão atreladas músicas dos novos nomes do cenário artístico britânico. Além de divulgar estes novos artistas a empresa já atingiu mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.

Vai dizer que você não se apaixonou pela Burberry também? ;)

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Inspirações da Maria: família real britânica

Feriado no meio da semana, êba! Tem coisa melhor pra repor as energias? Descansaram bastante ontem? Nós aqui da Maria recarregamos todas as energias pra em breve trazer mais camisetinhas lindas pra vocês. ;)

Hoje a Maria trás como tema aqui pro blog o dress code que mais influenciou a moda no mundo, e provavelmente colocou a Inglaterra como uma pioneira no mercado da moda. Aproveitando que falamos de uma marca inglesa segunda, porque não falar da própria família real britânica hoje? ;)


Pra começar, seria impossível falar de monarquia britânica sem citar o passado. Super marcante foi o estilo tudor , que deixou um forte traço na arquitetuta com seus prédios medievais, e o estilo elizabetano, que teve como ícone a rainha Elizabeth I e seu vestuário rico em bordados, laços, e enfeites de ouro e pedras preciosas. Então seria até anti-natural pensar que o que a família Windsor usou nas últimas décadas não iria influenciar a moda.

Difícil é dizer qual o primeiro grande marco, que serviu de inspiração pro universo da moda, da família real no século XX. Pra nós da Maria com certeza é o clássico White Wardrobe, os looks de eventos reais usados no período de viuvez pela rainha-mãe Victoria Maria, a avó paterna de Elizabeth II. Nesta época, 1938, Norman Hartnell era o costureiro real, e foi ele que ressuscitou este antigo hábito francês de vestir branco, no lugar do pesado preto, no luto da realeza. Até hoje as pessoas que usam branco pra simbolizar o luto são consideradas extremamente chics e elegantes.


Um pouco antes disso houve o escândalo da sucessão onde o então tio de Elizabeth II, Edward, abdicou do trono pra casar com a socialite norte-americana Wallis Simpson (acima na foto). Um escândalo mundial já que o mundo estava envolto num clima pré-guerra, mas não dá pra negar o quanto Wallis era elegante. Falando nisso, vocês já viram o filme W.E. - O Romane do Século, dirigido por Madonna? Muito bom pra conhecer a história deste casal, um pouquinho dos bastidores pré 2ºGM/abdicação, e um show de figurino lindo!

Já em seu reinado como rainha Elizabeth adotou um dress code  que muito a caracterizou no seu período mais jovem: vestido longo, chapéu e peles (na foto, abaixo). Hoje seu guarda-roupa ainda é símbolo de muita admiração e, convenhamos, é um ícone, né? Terninhos de corte impecável em cores alegres, bolsa a tiracolo e chapéus, tudo muto bem harmonizado por joias reais discretas, mas poderosas.


Depois do guarda-roupa da jovem rainha Elizabeth temos sua filha, a jovem princesa Anne, que causou ao ser vista vez ou outra usando a polêmica e recém-criada minissaia. Mas furor mesmo a família real viu no começo dos anos 80 com a chegada de Diana Spencer, ou simplesmente Lady Di. Ela evoluiu das inocentes Sloane Ranger - uma figura bem famosa dos anos 80 de uma garota jovem de Chelsea, que tinha como point a Sloane Street, e que adotava como vestuário da tribo suéteres por cima de camisa com gola pra cima, e nos pescoço lenços ou colar de pérolas - para o ícone fashion dos anos 90 com seus vestidos justos e coloridos da Versace.

O vestido de noiva de Diana foi imitado em todo o mundo no período. Difícil imaginar quem casou nos 80 e não queria um vestido de mangas extremamente bufantes e cauda enooorme! Até sua morte prematura ela foi a cara do Reino Unido: elegância sem esforço. E aqui vem a prova maior da influência da família real na moda britânica. Foi no período em que Diana era ícone de moda e usava não só criações de seu amigos como Versace, mas também joias e chapeleiros britânicos que foi criado o British Fashion Council.


Hoje sabemos que o hábito inglês de usar chapéus descende do dress code real. É um sinal de que mesmo nos períodos em que a monarquia não é vista com tanta importância, sua influência ainda paira sobre os súditos. Após a morte da princesa Diana a realeza passou a ser vista com maus olhos e deixou de ser algo interessante até o noivado do príncipe William com a também plebeia Kate Middleton.

O casal representa uma renovação da monarquia. Jovens, bonitos, com ensino superior, e um ar de despretensão e sutilidade, porém, elegância natural. Quem não lembra do furor que o anúncio do noivado dos dois causou? Com o vestido azul da marca Issa, comandada por uma brasileira radicada em Londres, que esgotou em poucas horas. E o anel de noivado, que podia ser encontrado uma réplica por R$4 em qualquer loja de venda de bijuterias no atacado.


Kate tem um estilo discreto, mas não menos cheio de personalidade. Usa sempre cintura marcada, valorizando esta linda parte do seu corpo, e revitalizou a febre pelas casquetes, o enfeite de cabeça que se tornou uma versão mais moderna que o chapéu real. Outra recurso muito utilizado pela jovem Middleton é o hi-lo, mistura de peças, num mesmo look, de magazines a couture. O hi-lo é símbolo de quem realmente é antenado em moda, mostrando que não precisa vestir poderosas marcas dos pés a cabeça pra se mostrar elegância e estilo.

As marcas mais usadas pela Duquesa de Cambridge vão desde a Zara até criações exclusivas de Alexander McQueen, marca que produziu seu vestido de noiva. O certo é que tudo o que ele veste se esgota das lojas em poucas horas, e seu nome já figura entre as mulheres mais elegantes do mundo. E nós da Maria ficamos ansiosas pra ver o que Kate Middleton e a família real ainda vai trazer de inspiração pra moda.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Maria ama: Butler & Wilson

Oi gente! E aí, como foi o fim-de-semana? Segunda delícia, não? E pra começar uma semana cheia de inspirações hoje a Maria vem falar de uma marca que ela admira muito, a Butler & Wilson.


Sabe esta mania de bijuterias máxi que vem invadindo as lojas a cada temporada e ganhando nosso desejo desde 2011? Muito se deve a esta marca inglesa especializada em acessórios. A B&W, como é carinhosamente chamada pelos profissionais da moda, é dirigida por Simon Wilson e fica localizada em Londres na Fulham Road, uma rua estreita onde não passam carros, mas cheia de restaurantes e lojinhas bem atraentes.

A história da marca começa em 1969, quando Simon ao lado de Nicky Butler - que atualmente não faz mais parte do negócio - investiu em joias no estilo art déco (pra quem não sabe art déco é o estilo que surgiu entre os anos 20 e 30 e que sofreu uma certa influência do cubismo. Nela, as peças ganham um toque geométrico e cor, mas são consideradas elegantes, funcionais e modernas). Naturalmente o negócio cresceu e a marca, na década de 70, passou a produzir peças próprias utilizando basicamente como matéria-prima os cristais Swarovski. Atualmente seu leque de materiais cresceu, e além dos cristais citados acima, também é utilizado pedras semipreciosas como a turquesa e o ônix.


A Butler, além dos acessórios, comercializa peças do vestuário vintage. Mas seu destaque fica por conta dos acessórios. As peças são imponentes, poderosas e cheia de cores. Fica até difícil dizer o que é mais lindo quando você vê o trabalho da marca! Agora, se temos que escolher destaques da empresa, com certeza vão ser: os máxi colares - sim, foram eles que lançaram esta peça que estamos super acostumadas a ver por aí, principalmente aquele cheio de pedras coloridas - com muito brilho; as peças trabalhadas em cristais pequenininhos coloridos; e a linha skull, com muitas muitas caveiras.

Mas se engana que com tantos produtos pop no catálogo a Butler é uma marca recém-reconhecida. A B&W já teve a princesa Diana como uma das suas principais incentivadoras e clientes. Hoje ela ainda mantêm a tradição de atender a realeza britânica, uma vez que mesmo com seu estilo comportado, Kate Middleton é sempre vista circulando com um colar, brinco, cinto ou carteira da marca. Mas o legal é que a Wilson soube mesclar sua clientela. Além de arrebatar novas clientes mundo afora com cada novo editorial em revistas de moda, a B&W tem seguidoras fiéis como as não menos estilosas Kate Moss, Madonna, Sienna Miller e Claudia Schiffer.


A chave pra este sucesso se deve, segundo as próprias palavras de Simon Wilson, a capacidade da B&W em produzir peças fortes e que expressam a individualidade da cliente, mas sempre com uma pitada de humor, atraindo o público que vive cercado de protocolos até as mais jovens fashionistas. E se o problema for uma cliente de alto-poder aquisitivo a marca também tem uma solução: as peças também podem conter um toque de exclusividade sempre que exigido!

Desde 2011 as peças da Butler & Wilson podem ser compradas aqui no Brasil através de parcerias com lojas tipo a Lool, e principalmente através de e-commerces. O preço médio aqui saí por faixa de R$500. Agora deixamos vocês com mais lindezas desta marca incrível. ;)







sexta-feira, 15 de março de 2013

Sonzinho da Sexta: Olly Murs

E a sexta-feira, finalmente, chegou! Quem aí tá afim de um sonzinho bacana nessa sexta, hein? Hoje nós vamos mostrar pra vocês um inglês que além de cantar bem e ser puro charme, é super estiloso. Já ouviram falar do Olly Murs? Pois vem ver!


Olly Murs é nascido em Essex, na Inglaterra, e tem apenas 28 aninhos. É cantor, compositor e apresentador de televisão. Ficou mundialmente conhecido após terminar a sexta edição do The X Factor UK (2009) em segundo lugar. Depois do reality show, Olly Murs assinou contrato com a Epic Records, Columbia Records e Syco Music.


Em 2010 lançou seu primeiro single chamado Please, don't let me go, que estreou como número um das paradas do Reino Unido, além disso, essa música recebeu certificação de prata pela Indústria Fonográfica Britânica (BPI). No fim deste mesmo ano, Olly Murs lançou seu auto-intitulado álbum de estréia, o qual entrou como segundo lugar no UK Albums Chart. Tal álbum chegou a vender mais de 600.00 cópias e recebeu a certificação de platina pela BPI.
Em 2011, ele lançou seu segundo CD, In case you didn't know, o qual entrou em primeiro lugar nas paradas, colocando duas músicas deste álbum também em primeiro lugar. Até então, Murs já vendeu mais de cinco milhões de registros musicais em todos o mundo.

E pra quem não conhece, que tal conferir um sonzinho dele, hein? Vem ouvir, gente! :)

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Maria mostra: Zoe Lem


Sabe-se que a região leste de Londres é a mais moderna em relação à moda e é lá que se encontra o esforço de anos de trabalho de Zoe Lem, famosa stylist de celebridades, com mais de quinze anos de experiência na área.
 

Zoe abriu a My Sugarland, loja que reúne peças vintages que ela garimpou ao longo de anos de viagens internacionais, além de produtos artesanais e criações de novos designers nesse espaço. Mas o destaque fica por conta dos vestidos vintage de noivas criados pela própria Zoe e inspirado nas silhuetas típicas das décadas de 20 a 60. Existe coisa mais linda de viver do que vestidos de noivas com arzinho vintage? :)