Oi gente! E como anda o fim-de-semana? Já curtiram nossos modelos novos de camisetinhas? ;) O blog tá passando por duas semanas de invasão inglesa, então hoje vamos falar um pouquinho de uma marca inglesa já centenária, que revolucionou a moda ao criar o trench coat e transformá-lo em ícone fashion, e que atualmente investe pesado em inovação nos produtos e tecnologia.
Quem se interessa por moda em geral já ouviu falar da Burberry, mas mesmo que você não se ligue em nomes, pode ter certeza que seus olhos já bateram em cima de alguma peça desta grife. Como? Bem, já viu Bonequinha de Luxo? Filme clássico, né? Mas você sabia que na cena clássica do beijo na chuva do final os atores Audrey Hepburn e George Peppard vestiam casacos da empresa?
A marca foi criada por Thomas Burberry em 1856, quando ele tinha somente 21 anos. Apesar da juventude do proprietário, os negócios iam bem, muito devido a sua visão em investir em propagandas numa espécie de antecessor dos outdoors. Em 1879, num projeto de desenvolver um tecido mais resistente, surgiu o gabardine, tradicional tecido em que os trench coats são atualmente confeccionados, e famoso por suas linhas diagonais e sua propriedade à prova-de-água. O gabardine só foi patenteado pela empresa em 1888, mas ele não era visto como um tecido nobre ou muito menos a peça pronta com ele confeccionada. Eram somente casacos práticos e duráveis. Prova disto foi que em 1895 o Ministério da Defesa britânico encomendou peças com este novo tecido a Burberry. Eram abrigos de chuva que faziam parte do uniforme dos militares. Esta peça, denominada tielocken, foi considerada o antecessor do trench coat.
O trench mesmo só nasceu em 1901, mas chegou ao seu auge com a 1º Guerra Mundial, onde foi adotado pelos militares. O segredo pra uma peça conquistar o Exército britânico foi sua funcionalidade. Além de proteger da chuva, possui aba no peito que servia como apoio pra arma, dragonas nos ombros, que serviam pra prender o quepe dobrado ou mapas, e os punhos ajustáveis, que podiam ser apertados e impedir que o vento frio entrasse. Durante o conflito foram confeccionadas 500.000 peças com fins militares. Logo após a guerra os ex-soldados voltaram pra casa e continuaram usado esta peça, que é muito durável, ou casacos similares em seu dia-a-dia. Assim o trench coat ganha popularidade e levou o nome da Burberry para a boca do povo.
Outra grande marca registrada da maison inglesa é o seu xadrez com tonalidades terrosas. De longe conhecemos, não é verdade? Mais por razões estratégicas, já que esta padronagem é um grande alvo da pirataria mundial, ele vem cada vez sendo menos usado e substituído por estampas coloridas, mas ainda com o espírito da grife.
O legal é que com a Burberry vemos todos os ciclos que uma empresa pode passar: nasceu simples, confeccionou peças de fardamento militar, ganhou popularidade, depois se destacou com seus produtos com alto padrão de qualidade e em 1989 virou a fornecedora oficial de roupas para o príncipe Charles (você pode ver um pouquinho mais sobre o vestuário da família real britânica aqui), ou seja, o pico do luxo e sofisticação. Mas apesar disto tudo a marca também passou por um período de decadência nas vendas e esquecimento pelo grande público. E aí veio a grande virada que nós da Maria somos fãs. Todos passam por períodos de dificuldade, mas como sair deste período define a espírito de muitas marcas.
Em 2001 Christopher Bailey foi contratado como diretor de estilo da grife. Sacada de mestre! Com o talentoso jovem de 30 anos formado pela Universidade de Westminster a marca passou por um processo de rejuvenescimento e deu nova vida a seu tradicional xadrez. Junto com a contratação de garotas propagandas como Emma Watson (também já falamos mais dela aqui), Kate Moss e Rosie Huntington-Whiteley seria impossível que a Burberry não chamasse atenção pra si novamente.
Atualmente falar de Burberry é falar de qualidade e tradição, mas sem um "peso" pelos anos de existência. Se há uma empresa que investe pesado em tecnologia, esta é a Burberry. Seus desfiles já são famosos: Já choveu e já nevou em plena passarela, e em 2011 houve um show holográfico! Hoje não precisa de ingresso pra ver um desfile da grife por inteiro. Além de serem transmitidos ao vivo via Livestream, a marca também transmitiu pelos famosos telões da praça Piccadilly Circus em Londres. Ela também investe pesado em new faces, modelos ainda desconhecidos do grande público, pras suas campanhas, mantendo o espírito jovem. Outra sacada brilhante são os vídeos da grife, sejam de bastidores ou de tutoriais, onde junto aos produtos e funcionamento da empresa estão atreladas músicas dos novos nomes do cenário artístico britânico. Além de divulgar estes novos artistas a empresa já atingiu mais de 10 milhões de visualizações no YouTube.
Vai dizer que você não se apaixonou pela Burberry também? ;)
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sábado, 8 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Inspirações da Maria: família real britânica
Feriado no meio da semana, êba! Tem coisa melhor pra repor as energias? Descansaram bastante ontem? Nós aqui da Maria recarregamos todas as energias pra em breve trazer mais camisetinhas lindas pra vocês. ;)
Hoje a Maria trás como tema aqui pro blog o dress code que mais influenciou a moda no mundo, e provavelmente colocou a Inglaterra como uma pioneira no mercado da moda. Aproveitando que falamos de uma marca inglesa segunda, porque não falar da própria família real britânica hoje? ;)
Pra começar, seria impossível falar de monarquia britânica sem citar o passado. Super marcante foi o estilo tudor , que deixou um forte traço na arquitetuta com seus prédios medievais, e o estilo elizabetano, que teve como ícone a rainha Elizabeth I e seu vestuário rico em bordados, laços, e enfeites de ouro e pedras preciosas. Então seria até anti-natural pensar que o que a família Windsor usou nas últimas décadas não iria influenciar a moda.
Difícil é dizer qual o primeiro grande marco, que serviu de inspiração pro universo da moda, da família real no século XX. Pra nós da Maria com certeza é o clássico White Wardrobe, os looks de eventos reais usados no período de viuvez pela rainha-mãe Victoria Maria, a avó paterna de Elizabeth II. Nesta época, 1938, Norman Hartnell era o costureiro real, e foi ele que ressuscitou este antigo hábito francês de vestir branco, no lugar do pesado preto, no luto da realeza. Até hoje as pessoas que usam branco pra simbolizar o luto são consideradas extremamente chics e elegantes.
Um pouco antes disso houve o escândalo da sucessão onde o então tio de Elizabeth II, Edward, abdicou do trono pra casar com a socialite norte-americana Wallis Simpson (acima na foto). Um escândalo mundial já que o mundo estava envolto num clima pré-guerra, mas não dá pra negar o quanto Wallis era elegante. Falando nisso, vocês já viram o filme W.E. - O Romane do Século, dirigido por Madonna? Muito bom pra conhecer a história deste casal, um pouquinho dos bastidores pré 2ºGM/abdicação, e um show de figurino lindo!
Já em seu reinado como rainha Elizabeth adotou um dress code que muito a caracterizou no seu período mais jovem: vestido longo, chapéu e peles (na foto, abaixo). Hoje seu guarda-roupa ainda é símbolo de muita admiração e, convenhamos, é um ícone, né? Terninhos de corte impecável em cores alegres, bolsa a tiracolo e chapéus, tudo muto bem harmonizado por joias reais discretas, mas poderosas.
Depois do guarda-roupa da jovem rainha Elizabeth temos sua filha, a jovem princesa Anne, que causou ao ser vista vez ou outra usando a polêmica e recém-criada minissaia. Mas furor mesmo a família real viu no começo dos anos 80 com a chegada de Diana Spencer, ou simplesmente Lady Di. Ela evoluiu das inocentes Sloane Ranger - uma figura bem famosa dos anos 80 de uma garota jovem de Chelsea, que tinha como point a Sloane Street, e que adotava como vestuário da tribo suéteres por cima de camisa com gola pra cima, e nos pescoço lenços ou colar de pérolas - para o ícone fashion dos anos 90 com seus vestidos justos e coloridos da Versace.
O vestido de noiva de Diana foi imitado em todo o mundo no período. Difícil imaginar quem casou nos 80 e não queria um vestido de mangas extremamente bufantes e cauda enooorme! Até sua morte prematura ela foi a cara do Reino Unido: elegância sem esforço. E aqui vem a prova maior da influência da família real na moda britânica. Foi no período em que Diana era ícone de moda e usava não só criações de seu amigos como Versace, mas também joias e chapeleiros britânicos que foi criado o British Fashion Council.
Hoje sabemos que o hábito inglês de usar chapéus descende do dress code real. É um sinal de que mesmo nos períodos em que a monarquia não é vista com tanta importância, sua influência ainda paira sobre os súditos. Após a morte da princesa Diana a realeza passou a ser vista com maus olhos e deixou de ser algo interessante até o noivado do príncipe William com a também plebeia Kate Middleton.
O casal representa uma renovação da monarquia. Jovens, bonitos, com ensino superior, e um ar de despretensão e sutilidade, porém, elegância natural. Quem não lembra do furor que o anúncio do noivado dos dois causou? Com o vestido azul da marca Issa, comandada por uma brasileira radicada em Londres, que esgotou em poucas horas. E o anel de noivado, que podia ser encontrado uma réplica por R$4 em qualquer loja de venda de bijuterias no atacado.
Kate tem um estilo discreto, mas não menos cheio de personalidade. Usa sempre cintura marcada, valorizando esta linda parte do seu corpo, e revitalizou a febre pelas casquetes, o enfeite de cabeça que se tornou uma versão mais moderna que o chapéu real. Outra recurso muito utilizado pela jovem Middleton é o hi-lo, mistura de peças, num mesmo look, de magazines a couture. O hi-lo é símbolo de quem realmente é antenado em moda, mostrando que não precisa vestir poderosas marcas dos pés a cabeça pra se mostrar elegância e estilo.
As marcas mais usadas pela Duquesa de Cambridge vão desde a Zara até criações exclusivas de Alexander McQueen, marca que produziu seu vestido de noiva. O certo é que tudo o que ele veste se esgota das lojas em poucas horas, e seu nome já figura entre as mulheres mais elegantes do mundo. E nós da Maria ficamos ansiosas pra ver o que Kate Middleton e a família real ainda vai trazer de inspiração pra moda.
Hoje a Maria trás como tema aqui pro blog o dress code que mais influenciou a moda no mundo, e provavelmente colocou a Inglaterra como uma pioneira no mercado da moda. Aproveitando que falamos de uma marca inglesa segunda, porque não falar da própria família real britânica hoje? ;)
Pra começar, seria impossível falar de monarquia britânica sem citar o passado. Super marcante foi o estilo tudor , que deixou um forte traço na arquitetuta com seus prédios medievais, e o estilo elizabetano, que teve como ícone a rainha Elizabeth I e seu vestuário rico em bordados, laços, e enfeites de ouro e pedras preciosas. Então seria até anti-natural pensar que o que a família Windsor usou nas últimas décadas não iria influenciar a moda.
Difícil é dizer qual o primeiro grande marco, que serviu de inspiração pro universo da moda, da família real no século XX. Pra nós da Maria com certeza é o clássico White Wardrobe, os looks de eventos reais usados no período de viuvez pela rainha-mãe Victoria Maria, a avó paterna de Elizabeth II. Nesta época, 1938, Norman Hartnell era o costureiro real, e foi ele que ressuscitou este antigo hábito francês de vestir branco, no lugar do pesado preto, no luto da realeza. Até hoje as pessoas que usam branco pra simbolizar o luto são consideradas extremamente chics e elegantes.
Um pouco antes disso houve o escândalo da sucessão onde o então tio de Elizabeth II, Edward, abdicou do trono pra casar com a socialite norte-americana Wallis Simpson (acima na foto). Um escândalo mundial já que o mundo estava envolto num clima pré-guerra, mas não dá pra negar o quanto Wallis era elegante. Falando nisso, vocês já viram o filme W.E. - O Romane do Século, dirigido por Madonna? Muito bom pra conhecer a história deste casal, um pouquinho dos bastidores pré 2ºGM/abdicação, e um show de figurino lindo!
Já em seu reinado como rainha Elizabeth adotou um dress code que muito a caracterizou no seu período mais jovem: vestido longo, chapéu e peles (na foto, abaixo). Hoje seu guarda-roupa ainda é símbolo de muita admiração e, convenhamos, é um ícone, né? Terninhos de corte impecável em cores alegres, bolsa a tiracolo e chapéus, tudo muto bem harmonizado por joias reais discretas, mas poderosas.
Depois do guarda-roupa da jovem rainha Elizabeth temos sua filha, a jovem princesa Anne, que causou ao ser vista vez ou outra usando a polêmica e recém-criada minissaia. Mas furor mesmo a família real viu no começo dos anos 80 com a chegada de Diana Spencer, ou simplesmente Lady Di. Ela evoluiu das inocentes Sloane Ranger - uma figura bem famosa dos anos 80 de uma garota jovem de Chelsea, que tinha como point a Sloane Street, e que adotava como vestuário da tribo suéteres por cima de camisa com gola pra cima, e nos pescoço lenços ou colar de pérolas - para o ícone fashion dos anos 90 com seus vestidos justos e coloridos da Versace.
O vestido de noiva de Diana foi imitado em todo o mundo no período. Difícil imaginar quem casou nos 80 e não queria um vestido de mangas extremamente bufantes e cauda enooorme! Até sua morte prematura ela foi a cara do Reino Unido: elegância sem esforço. E aqui vem a prova maior da influência da família real na moda britânica. Foi no período em que Diana era ícone de moda e usava não só criações de seu amigos como Versace, mas também joias e chapeleiros britânicos que foi criado o British Fashion Council.
Hoje sabemos que o hábito inglês de usar chapéus descende do dress code real. É um sinal de que mesmo nos períodos em que a monarquia não é vista com tanta importância, sua influência ainda paira sobre os súditos. Após a morte da princesa Diana a realeza passou a ser vista com maus olhos e deixou de ser algo interessante até o noivado do príncipe William com a também plebeia Kate Middleton.
O casal representa uma renovação da monarquia. Jovens, bonitos, com ensino superior, e um ar de despretensão e sutilidade, porém, elegância natural. Quem não lembra do furor que o anúncio do noivado dos dois causou? Com o vestido azul da marca Issa, comandada por uma brasileira radicada em Londres, que esgotou em poucas horas. E o anel de noivado, que podia ser encontrado uma réplica por R$4 em qualquer loja de venda de bijuterias no atacado.
Kate tem um estilo discreto, mas não menos cheio de personalidade. Usa sempre cintura marcada, valorizando esta linda parte do seu corpo, e revitalizou a febre pelas casquetes, o enfeite de cabeça que se tornou uma versão mais moderna que o chapéu real. Outra recurso muito utilizado pela jovem Middleton é o hi-lo, mistura de peças, num mesmo look, de magazines a couture. O hi-lo é símbolo de quem realmente é antenado em moda, mostrando que não precisa vestir poderosas marcas dos pés a cabeça pra se mostrar elegância e estilo.
As marcas mais usadas pela Duquesa de Cambridge vão desde a Zara até criações exclusivas de Alexander McQueen, marca que produziu seu vestido de noiva. O certo é que tudo o que ele veste se esgota das lojas em poucas horas, e seu nome já figura entre as mulheres mais elegantes do mundo. E nós da Maria ficamos ansiosas pra ver o que Kate Middleton e a família real ainda vai trazer de inspiração pra moda.
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