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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Inspirações da Maria: Francisco Costa

Bem mineirinho! Apesar de viver a 27 anos nos Estados Unidos, Francisco Costa ama feijão com arroz, compra pão-de queijo numa loja de brasileiros em Nova Iorque, e  mais importante de tudo, marcou seu nome na história da moda mundial.


Francisco é natural de Guarani, interior de Minas Gerais. Como seus pais possuíam uma fábrica de roupas infantis, cresceu entre moldes e tesoura, e seguir na área era a decisão mais natural a se tomar. Em 1985, com 19 anos e e sem falar uma palavra em inglês, mudou-se pros Estados Unidos. Recém chegado na cidade descobriu que os cursos noturnos da FIT (Fashion Institute of Tecnology) eram mais baratos, e não perdeu tempo em fazer sua matrícula.

Com pouco tempo depois descobriu que uma associação italiana de tecidos estava promovendo um concurso entre os alunos da escola. Costa se inscreveu e fez seu trabalho baseado no figurino dos atores Marcello Mastroinanni e Anita Ekberg no filme A Doce Vida (La Dolce Vita). Com esta coleção o estilista chamou a tenção tanto dos organizadores do concurso como dos responsáveis pela escola, e ganhou uma bolsa de estudos completa.


Começou a carreira trabalhando pra um dos melhores: Oscar de La Renta (falando nele, sabiam que o Council of Fashion Designers of America, em que falamos neste post aqui sobre a Diane von Furstenberg, também já teve de La Renta como presidente?!). Com ele aprendeu a fazer roupas extremamente bem feitas e clássicas, que valorizavam o corpo da mulher de uma forma romântica.

Depois seguiu pra trabalhar na Gucci na era Tom Ford (também já falamos um pouquinho desta parceria entre Gucci e Ford aqui). Com Ford a linha de criação, e consequentemente de aprendizado pra Francisco, era outra. A imagem era o carro-chefe. As peças eram comerciais, mas extremamente sedutoras.


Em 2003 foi convidado pelo Calvin Klein em pessoa para ser o diretor criativo da marca norte-americana, uma das mais famosas do mundo. Apesar do medo inicial, sua primeira coleção foi recebida por uma série de críticas positivas e encorajadoras. Imprimiu cor na marca, mas sem deixar de lado as características que a CK já tinha, um toque esportivo e um minimalismo sutil. Suas peças viram sucesso certeiro e passaram a ser corriqueiramente usadas por beldades como Liv Tyler, Scarlet Johansson, as irmãs Olsen, Katie Holmes, Michelle Obama, Hilary Swank, Uma Thurman e Eva Mendes.

Eva é sua amiga próximas, mas Costa não nega que ter uma celebridade vestindo uma de suas criações gera uma atenção mais que positiva pra marca e pro produto. "As pessoas ligam na loja pedindo o mesmo vestido que ela usa no tapete vermelho do Oscar. Muitas sonham em participar daquele momento, em ser aquela estrela."


Com toda esta repercussão, Francisco Costa não poderia deixar de ser um criador premiado. Ganhou o prêmio como designer feminino do ano, concedido pelo CFDA, em 2006 e 2008, e o National Designer Award como estilista em 2009.

Apesar de todo o sucesso, leva uma vida discreta. Em Nova Iorque gosta de praticar jardinagem como hobby, vem anualmente ao seu estado natal, e quase não é reconhecido nas poucas viagens que faz pro resto do Brasil. Mas esta falta de um reconhecimento maior em seu país de origem não lhe ofende. Diz que tem planos sim de voltar uma dia a morar por aqui, mas seu sonho maior é fundar uma marca com seu próprio nome. Alguém dúvida?!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Musas da Maria: Carine Roitfeld

Carine Roitfeld redefiniu a imagem da "francesa fashion" Se antes o que vinha a mente quando falávamos a expressão era uma mulher de estatura mediana, esguia, e de cigarrete e sapatilha, ela consegue ser a típica parisiense mesmo abusando de fendas profundas, decotes generosos e transparências.


Filha do empresário de cinema Jacques Roitfeld ( e mãe da it-girl Carine Roitfeld, não custa nada lembrar!), Carine não esconde que seu ídolo é seu pai. Ele foi produtor de filmes eróticos e o seu principal referencial de sensualidade. Também herdou uma extrema elegância da mãe. Segundo a própria Roitfeld ela era uma dona de casa perfeccionista, e muito francesa, uma vez que estava sempre vestida com haute couture, e apresentava-se impecável, mesmo dentro de casa.

Carine ingressou no mundo da moda aos 18 anos. Estava em uma consulta dentária quando foi abordada pelo fotógrafo britânico Tony Kent. Recebeu o convite pra ser modelo e topou morar um ano em Londres. A carreira de modelo não vingou, mas os ensaios trouxeram uma grande lição: aprendeu o que as modelos sentiam por trás das câmeras. Daí pra virar stylist foi um pulo. Estreou na Elle França e trabalhou lá como freelancer entre os anos 70 e 80. Graças a esta oportunidade aprendeu tudo o que sabe até hoje. "O ambiente da revista era pura criatividade, o que inclui o meu primeiro contato com trabalhos mais arrojados."



Mas destaque mesmo veio nos anos 90, quando Roitfeld integrou o trio de ouro responsável por repaginar a Gucci. Na época a marca encontrava-se a beira do esquecimento, e junto com Tom Ford e Mario Testino foi alavancada para a linha de frente da moda. Ford criava peças ousadas para as passarelas, e Carine e Testino as colocavam em campanhas sensuais e chamativas. Os três gostavam de trabalhar juntos e da experiência surgiu uma amizade que perdura - e muitas vezes o fruto dela foi vista nos seus trabalhos! - até os dias atuais.

Foi na Vogue Paris que seu trabalho beirando a um fetichismo e excesso ficou conhecido. Durante seus dez anos na publicação seus editoriais carregavam um toque de politicamente incorreto, e sua imagem de mulher sexy e provocante foi se espalhando. Sempre é vista impecavelmente vestida com roupas coladas ao corpo, saltos finíssimos, cabelos caídos no rosto e olhos esfumados, num estilo denominado pornô chic. Sem meia voltas Roitfeld declara que "graças ao trabalho de meu pai, sei bem a diferença entre a pornografia e o erotismo". Um de seus looks mais polêmicos foi o do baile de 90 anos da Vogue Paris. Nele apareceu com um vestido de tecido transparente com a estampa de leopardo cobrindo apenas pontos estratégicos.


Diz o boato que o motivo de sua saída da revista francesa foi a edição de Dezembro de 2010 que trazia um editorial assinado pelo estilista e amigo Tom Ford em que garotas de dez anos foram fotografadas em roupas e poses sensuais. Era ousadia demais, mesmo pros tempos atuais.

Seu primeiro trabalho pós-Vogue foi pra Barneys NY, mas desde o fim de 2012 a super stylist tornou-se diretora de moda global da Harper's Bazaar. A edição de Março próximo trará um editorial assinado por Carine e pelo fotografo Kacper Kasprzyk, e que será veiculado em todos o países em que a revista é vendida. No editorial, que já tem algumas fotos disponíveis online, ainda não se vê a tradicional polêmica que Roitfeld adorava abusar, mas se vê muito talento; peças incríveis, como por exemplo Saint-Laurent e Givenchy;  e um casting de peso como a curvilínea Lara Stone. Nós da Maria estamos super curiosos pra ver esta revista icônica em parceria com a musa da controversa.