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domingo, 3 de março de 2013

Maria ama: Brad Pitt

Sabe aquelas coisas que dizem que ficam melhor com o tempo? Pois bem, é piegas e sabemos. Mas vai dizer  que com o Brad Pitt não é assim?


William Bradley Pitt nasceu em uma cidade pequena em Oklahoma e foi criado no estado do Missouri. Na vida real é conhecido por falar super rápido, ser um cara bem curioso e com interesses múltiplos e ainda possuir um sotaque de garoto do interior. Com 20 e poucos anos mudou-se pra Los Angeles atrás do sonho de ser uma estrela de cinema. Fez pontas e outras produções e comerciais pra TV além de bicos como motorista de limusine, carregador e mascote de rede de fast-food até chamar atenção como um sexy cáuboi em Thelma & Louise de Ridley Scott.

Sua carreira deslanchou nos anos 90. Fez, entre tantos filmes, Entrevista com o Vampiro, Lendas da Paixão, Seven - Os Sete Crimes Capitais (seu primeiro encontro com o diretor David Fincher), Os Doze Macacos (que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar como melhor ator coadjuvante) e o marcante Clube da Luta.


Foi em Clube da Luta, longa de 1999, em que Brad Pitt definitivamente se consagrou como astro de Hollywood. O reencontro com Fincher resultou no papel de Tyler Durden, anarquista de mente tumultuada brilhantemente interpretado pelo ator. Engraçado é que foi nesta época em que foi alçado ao status maior de celebridade que Pitt  mas buscava foco e satisfação na vida. Como se sentia vazio, segundo ele mesmo, fumou tantos baseados até quase virar um molusco.

Cansado da sua inércia interna percebeu que muito da sua angústia só passaria por esforços próprios. Largou os baseados e seguiu em busca de novos trabalhos. Veio o começo dos anos 2000 e o período em que ele se destaca cada vez mais. Começou a década com um longa do talentoso cineasta inglês Guy Ritchie, Snatch - Porcos e Diamantes; incorporou o ladrão talentoso, cara-de-pau e incrivelmente charmoso de Onze Homens e Um Segredo e suas duas sequências; atuou também em Babel de Alejandro Iñarritu (já falamos um pouquinho deste cineasta neste post aqui sobre o Javier Barden!), Queime Depois de Ler dos irmãos Coen e O Curioso Caso de Benjamim Button, papel que lhe rendeu sua segunda indicação ao Oscar, só que desta vez como melhor ator.


Ainda neste período de auge Pitt decidiu explorar de outra forma projetos que o interessavam, assim abriu a sua produtora, a Pan B. Foi a Plan B que adquiriu o roteiro e produziu os filmes Os Infiltrados, filmaço dirigido por Martin Scorsese e ganhador de quatro Oscar; O Preço da Coragem, filme em que a estrela principal é a esposa de Pitt, Angelina Jolie; e Kick-Ass, que já falamos vááárias vezes aqui no blog.

Hoje Brad Pitt está com 49 anos e mais bem sucedido do que nunca. Seus personagens são intensos e quase obsessivos, e o ator adora interpretá-los. Billy Beane, o personagem de Pitt no muito bom O Homem que Mudou o Jogo é assim. Usou métodos estatísticos até então pouco usados para levar a sua equipe de beisebol a competir entre os melhores.


Apesar de que com cada lançamento nos surpreendemos mais com a capacidade de interpretação deste ator, Brad Pitt só se considera um ator razoável de uns poucos anos pra cá. Diz que teve que melhorar muito por causa de seus filhos, uma vez que não aceitaria parecer ruim aos olhos deles. Alguém dúvida que dia 28 de Junho ele vai chegar arrebentando nos cinemas no Guerra Mundial Z, uma superprodução sobre zumbis?! :)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Maria ama: Trish Summervile

Ela se divide entre a Suécia, Zurique e Los Angeles, mas ficou famosa pro grande público a dar forma a polêmica Lisbeth Salander  - a protagonista do elogiado O Homem que não Amava as Mulheres de David Fincher - com seu figurino punk old school. A Maria agora abre um espaço pra Trish Summerville.


A imagem onde a charmosíssima Rooney Mara incorpora a heroína criada por Stieg Larsson e aclamada na trilogia Millennium varreu o mundo desde Dezembro de 2011, quando o consagrado diretor de Hollywood lançou a sua versão cinematográfica da obra do jornalista sueco. Quem viu surpreendeu-se com a capacidade incrível de David Fincher de criar longos sombrios e irresistíveis, com a jovem atriz até então pouco conhecida escalada pro papel feminino principal, e com o figurino perfeito e tão forte quanto a personagem e o seu mood dark.

Todo o figurino foi obra de Trish. Ela própria fã do estilo, pesquisou a fundo os livros e a personagem. Coletou uma grande quantidade de fotos de punks nos anos 70 e 80 e garimpou as lojas suecas - pra dar mais veracidade a personagem que é natural deste país - principalmente as de remarcações e especializadas em couro. Segundo a própria stylist ela teve muito sorte em dois pontos. O primeiro era que os cenários, inclusive o apartamento de Lisbeth, estava pronto com mais de um mês antes do início das gravações. Assim, ela teve tempo de sobra pra passar longos períodos mergulhada no cenário e envolta na tranquilidade e no silêncio pra remexer em cada objeto cenográfico. Foi com todo este tempo de "imersão" que ela entendeu melhor as características da personalidade da protagonista e assim visualizou Salander e seu figurino.


Em segundo lugar vem a escolha da atriz. Apesar da bela Rooney Mara ter uma aparência mais tradicional com longos cabelos ondulados castanhos com reflexos ruivos e olhos azuis, Summerville defende que ela foi a escolha perfeita pro papel. Topou passar por um intensivo de um dia de construção da personagem: cortou o cabelo estilo moicano com uma minúscula franja, tingiu as sobrancelhas em um tom de loiro platinado, fez a maquiagem das tatuagens descritas nos livros, e até topou realmente perfurar alguns dos piercings da personagem. Surgiu uma figura exótica e incrivelmente charmosa. Mara é tão esguia quanto a descrição de Salander, mas possui feições marcantes e olhos azuis que se tornaram profundos e sóbrios com toda a caracterização.

O filme  e a personagem viraram sucesso, tanto que afetou até o estilo pessoal de Rooney Mara. A atriz rapidamente tornou-se ícone fashion com seu estilo minimalista com um toque dark. Mas muita visibilidade também veio para Trish. A stylist foi escolhida pra fazer o figurino de comerciais pra TV de clientes como Heineken, Nike e Iphone (todos também dirigidos por David Fincher e alguns contando com a atuação do amigo e parceiro do diretor, Brad Pitt). Ainda em 2011, em Novembro, um mês antes da estreia mundial do longa, lançou uma coleção em parceria com a badalada H&M totalmente inspirada no filme. Eram 180 peças com muito couro, camisetas podrinhas e itens com pegada boyish que chegaram primeiro na Colette de Paris e depois em todas as H&M do mundo. A coleção foi um sucesso de público e crítica, e rendeu a Summerville o status de figurinista do time A de Hollywood.


Até o momento Trish Summerville já está escalada pra parte 2 da saga Millennium, mas é o seu trabalho em Jogos Vorazes: Em Chamas que nós da Maria estamos super ansiosos pra ver. ;)