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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Inspirações da Maria: Helena Rubinstein

Hoje resolvemos falar um pouquinho de uma mulher mais que inspiradora. Ok, ela não foi perfeita, mas afinal, quem é? Na verdade a pessoa de quem vamos falar hoje, Helena Rubinstein, venceu na vida economicamente, criou uma empresa e mais do que isso, um império de beleza. Não acredita? Pois continua lendo que você vai ver como a nossa bolsinha de maquiagem não seria do jeito que é hoje sem esta diva dos cosméticos.


Helena nasceu como Chaja em um bairro judeu de Cracóvia, na Polônia, em 1872. Ela era a mais velha de oito irmãs e filha de uma dona de casa e de um pequeno vendedor de combustível para lamparinas. Desde pequena mostrava que tinha uma determinação fora do comum. Ainda adolescente tentou casar com um goy, termo usado entre a comunidade judaica para os não judeus. Apesar da paixão, a família proibiu. Então a jovem Chaja bateu o pé e decidiu estudar medicina, mas foi novamente impedida pelos pais. Percebeu que se ficasse na casa da família não teria espaço pra ser o que queria e foi morar com uma tia em Viena. Ficou na capital austríaca até completar 24 anos quando foi morar com um tio que nem conhecia na Austrália. Tudo pra fugir de um casamento, arranjado pela família, com um judeu bem mais velho e rico.

Já na Oceania a jovem Rubinstein passou a trabalhar como babá e faxineira de mulheres da alta sociedade local. Mas o que chamava a atenção de suas empregadoras era a textura de sua pele, lisa e sem nenhuma marca, uma vez que ela evitava ao máximo se expor ao sol australiano. Diz a lenda que em sua mala ela carregava 12 potes de um creme facial caseiro que sua mãe usava e era feito por vizinhos da distante Cracóvia. Aproveitando-se dos elogios que recebia pela pele, tratou logo de atribuir o segredo ao creme dizendo que a receita do mesmo era um segredo de família feito com ingredientes provenientes da região dos Cárpatos, a região montanhosa da Europa onde fica a Polônia. Devido ao seu incrível tino comercial a história se espalhou e as encomendas se multiplicaram. Helena passou a encomendar mais potes com mais frequência a mãe e os vendia a um preço bem mais alto na Austrália. Algum tempo depois, com a ajuda de um patrão que era químico, aperfeiçoou a fórmula adicionando lanolina. Assim foi desenvolvido o seu primeiro produto oficial: o hidratante Valaze, que significa presente do céu em húngaro.


Nove anos após ter desembarcado na Austrália Helena já produzia sabonetes, loções adstringentes e cremes hidratantes. Os seus produtos, com fórmulas exclusivas, eram vendidos no primeiro salão de beleza do mundo, também invenção de Rubinstein e aberto em Melbourne um ano antes, em 1902. O lucro obtido foi investido em viagens para encontrar médicos e cientistas na Europa que lhe ensinaram técnicas de regeneração e firmação de tecidos, e também como retardar o aparecimento de rugas. Não demorou muito para que se instalasse em Londres, num salão em Mayfair.

Foi neste ponto que a vida de Helena Rubinstein virou quase uma lista de patentes do mercado da beleza: inventou a classificação dos tipos de pele em normal, seca e oleosa em 1910; criou o autobronzeador; descobriu a importância da hidratação do rosto como primeiro cuidado anti-envelhecimento; inventou o rímel à prova d'água; e também foi ela que inventou a estratégia, utilizada pelo mercado de beauté até a exaustão, de lançar um novo produto com um megaevento. Em 1941 lançou 5.000 balões nos céus de Nova Iorque, onde dentro de cada havia amostras grátis do seu terceiro perfume, o Heaven Sent.


Voltando um pouco no tempo, em 1908, Helena casou com o jornalista norte-americano Edward Titus. Titus tinha a fama de dândi, aquele homem de bom gosto e fantástico senso estético, mas que não necessariamente pertencia à nobreza. Com seus ternos feitos por encomenda em Londres, e suas camisas francesas Titus conquistou o coração de Rubinstein. Ele foi o primeiro homem a quem Helena beijou, e o casal teve dois filhos: Roy e Horace. Mas apesar do casamento Edward traía a esposa compulsivamente, o casal tinha brigas colossais, e Rubinstein carregava um constante sentimento de culpa por não dar a devida atenção ao marido em função do trabalho.

Por colocar o trabalho sempre em primeiro lugar também ficou conhecida por não ser uma das melhores mães que uma criança poderia ter: era extremamente controladora e pouca afetuosa, além de deixar a educação dos filhos a cargo das babás e dos tutores.


Em 1914 Helena se mudou pra Nova Iorque e levou na bagagem suas duas novas invenções: o pó facial opaco e o blush. Mas nada seria tão facial quanto antes. Nos Estados Unidos já reinava outra dama da beleza, Elizabeth Arden. Começava assim uma das maiores rivalidades do mundo dos cosméticos: enquanto Rubinstein pregava a opulência na maquiagem e nas joias, Elizabeth pregava o make natural e o estilo de vida mais leve. Em meio a esta briga feroz pelo mercado norte-americano veio a notícia que Titus havia trocado Helena pela empregada da casa. Prática, ela nem se abalou. Deu ao ex-marido uma polpuda compensação financeira e comprou de volta as ações com as quais lhe havia presenteado quando se casaram.

A rainha mundial da beleza mostrou mais uma vez seu lado prática quando ficou bilionária depois da quebra da bolsa de valores de 1929. Comprou de volta suas ações, que antes havia vendido ao banco Lehman Brothers, por um preço irrisório.  Arrebatou admiradores por todo o mundo e circulava no mais alto meio artístico também. Foi pintada por Salvador Dalí, e Picasso fez 40 desenhos dela, mas nunca terminou o quadro definitivo.


Com mais um golpe de sorte se apaixonou, aos 66 anos pelo príncipe russo Artchill Gourielli-Tchkonia, 23 anos mais jovem, e tiveram um casamento feliz por quase 17 anos até seu príncipe morrer de um infarto fulminante. Três anos depois viu seu filho caçula também morrer em um acidente de carro. Helena deixou um império bilionário e um mundo mais bonito pra nós mulheres. Hoje seu nome figura entre as cinco divas da cosmetologia junto com sua rival Arden, a russo-francesa Anna Pegova, a também norte-americana Estéé Lauder, e com a ucraniana-francesa Nadine Payot.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Maria mostra: Les Affaires

A Maria adora artes! É um mundo tão encantador, não acham? A paixão começou com a estilista que vos fala cursando uma cadeira de História da Arte na faculdade e se encantando com arte bizantina, impressionismo e pontilhismo, e desde então muito coisa vem nos encantando. Um desses casos de amor aconteceu no começinho do ano passado quando nos deparamos com Les Affaires de Mathew Rose.


Mathew é um artista norte-americano radicado em Paris. Fixou residência próximo a uma das famosas feiras de ruas parisienses, com suas figuras ás vezes caricatas, o ir e vir de pessoas e a variedade de produtos ofertados. Foi este ambiente que inspirou Rose a criar o poster. Uma espécie de colagem que quanto mais você olha, mais te prende. Os detalhes mais famosos são o Freud no canto inferior esquerdo; a dona de casa sorridente, acima, mas carregando uma panela de pressão na cabeça; e a família bem anos 50 que observa o pedaço de carne que saí da gravata de um outro personagem. Dá pra passar um bom tempo observando e descobrindo.

Les Affaires foi feito em forma de colagem em um quadro de 1,5mt x 1,3mt, mas foram feitos posteres réplicas. Uma tiragem de 100, todos assinados, numerados e datados, no tamanho de 75cm x 70cm e postos a venda por 150 libras no site da Keep Calm Gallery em Londres (é uma galeria bem legal que vende pro mundo todo e falamos mais dela depois, ok?!)

E vocês, também vão deixar se encantar por Les Affaires? :)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Inspirações da Maria: Viktor & Rolf

Para esta dupla o desfile é uma forma de contar uma história. Por isso eles são não apenas celebridades do mercado da moda, mas também estrelas do mundo das artes, com seus desfiles que saem totalmente do padrão e se aproximam mais de performances de encher os olhos.


Viktor & Rolf vivem em Amsterdã, e é lá que mantêm seu quartel general de criações. Apresentam quatro coleções por ano e possuem três fragrâncias comercialmente bem-sucedidas. Mas é a constante linha tênue entre moda e arte que eles mantem em suas peças que causam tanto burburinho ao seu redor. Com apenas dez anos de carreira, em 2003, ganharam uma exposição retrospectiva no Louvre de Paris.

Ambos defendem que foram atraídos, há 19 anos atrás, para o mundo da moda por causa do glamour. Atualmente a visão dos dois amadureceu. Não escondem de ninguém que sofrem pressão sim no quesito prazos a serem cumpridos e resultados comerciais, mas é a constante ligação com a arte que torna o trabalho mais leve.


Para criadores exímios até o ritmo alucinado da moda também serve de inspiração. Segundo as palavras do próprio Viktor "de um lado é muito ruim a tensão da obrigatoriedade de criar. Mas, por outro, é estimulante. Estamos constantemente no meio dos dois polos. Em uma temporada, podemos sentir uma dificuldade imensa e, em outra, não. Realizamos um desfile baseados na palavra 'não' que dizia basicamente isso. No momento estávamos esgotados."

A sobriedade na forma de ver o mercado em que estão inseridos e a criatividade na hora de criar faz de Viktor & Rolf celebridades internacionais. Afinal, quem teria a visão que dá pra ser artístico, comercial e conceitual ao mesmo tempo, usufruindo o melhor dos três mundos?


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Maria mostra: Tom Whalen

Oi, genteee! Estamos aqui pra apresentar pra vocês um cara genial e que, sinceramente, ddeveria dispensar qualquer tipo de apresentação! Hahaha :)

O nome desse cara é Tom Whalen, ele é um ilustrador da Pensilvância (EUA) que estudou Universidade de Kutztown onde encontrou sua paixão pelo desenho.
O trunfo do seu trabalho é misturar o desenho com a pop-art e filmes, séries, quadrinhos, músicas e muitas, muitas outras coisas!

Confere aí o trabalho dele!